o fungo de chernony: vida que cresce na radiação
divulgacao cientifica por Mellissa Lustosa Barros
publicação por alicia taveira

Chernobyl, Ucrânia – Quase quatro décadas após o maior desastre nuclear da história, uma forma de vida surpreendente chamou a atenção da comunidade cientitica: um tungo que cresce nas ruinas altamente radioativas do reator 4 da usina de Chernobyl.
Descoberto nas paredes do reator em 1991, 0 fungo Cladosporium sphaerospermum não apenas sobrevive em ambientes extremos de radiação, como parece se alimentar dela. A espécie possui grandes quantidades de melanina, pigmento que protege contra a radiação e, curiosamente, pode também convertê-la em energia – num processo comparado à fotossíntese, mas baseado em radiação ionizante, chamado radiossíntese.
Pesquisadores acreditam que essa capacidade pode ter aplicações futuras, como a proteção contra radiação em missões espaciais ou o desenvolvimento de novas tecnologias biomédicas. Experimentos com o fungo já foram, inclusive, realizados na Estação Espacial Internacional.
A descoberta levanta questões sobre a adaptabilidade da vida em ambientes extremos e reacende o debate sobre o potencial da biotecnologia em vários cenários antes considerados inóspitos.
