Como o buzzcut se tornou uma tendência
Dissertação argumentativa por Arthur Sobral Velloso
Publicado por Maria Luísa Peres

O ato de raspar o cabelo é visto por muitos como um gesto de empoderamento, prestígio e praticidade. Celebridades como Brad Pitt (na imagem acima), David Beckham, Kanye West e várias outras já adotaram o buzzcut no passado.
A origem desse estilo remonta ao meio militar, em que raspar o cabelo indicava que o soldado ainda era recruta e demonstrava uniformidade no Exército. O corte também aparece na história dos “skinheads”: inicialmente, os buzzcuts desse grupo representavam masculinidade e rebeldia. Com o tempo, no entanto, o movimento passou a abranger vários espectros políticos, e acabou ficando mais conhecido por associações com racismo e neonazismo. Mesmo assim, isso não manchou definitivamente a imagem do buzzcut.
Além disso, esse corte de cabelo ganhou um viés feminista, por representar uma quebra de estereótipos relacionados ao cabelo comprido, tradicionalmente associado às mulheres. Essa ideia é bem ilustrada no filme “V de Vingança” (2005), quando Natalie Portman, então considerada um símbolo de beleza feminina, teve de raspar o cabelo para representar um momento dramático de renascimento de sua personagem.
Mesmo sendo alvo de estereótipos, o buzzcut possui diversas variações: o “brush cut”, que mantém todos os fios curtos; o corte militar, que deixa as laterais bem curtas e o topo levemente mais longo; e outros níveis de raspagem, que vão da máquina 0 (completamente careca) até a máquina 8 (mais comprida).
Assim, percebe-se que o buzzcut passou por transformações e interpretações tanto masculinas quanto femininas, tornando-se, hoje, um dos cortes de cabelo mais reconhecíveis e icônicos da história.
