Mais um passo em busca da paz: Conselho de Segurança discute o fim das armas nucleares
Reportagem por Louise Lázaro Neto
Revisado por Beatriz Moura Coelho Sathler
Publicado por Emanuelle Ponte

Ao final da sessão anterior, o Conselho de Segurança provou-se produtivo e alcançou o reconhecimento e a aprovação de um segundo documento de trabalho. A seguir, as delegações presentes passaram a discutir o próximo tópico da agenda: Impactos na segurança global.
Logo no início da terceira sessão, mais dois documentos de trabalho foram aprovados, totalizando quatro. Enquanto o primeiro trata da fiscalização das estruturas nucleares de países possuidores de notório armamento nuclear, realizado pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), o segundo documento denuncia a discrepância global no balanço material de urânio, elemento primordial para a combustão de reatores nucleares e para a produção de dispositivos bélico-nucleares, com foco no estoque iraquiano.
Ademais, a delegação do Paquistão propôs a diminuição parcial de armamentos nucleares em seu país, assim como de outros Estados cujos estoques nucleares se destacam, tais como a Coreia do Norte e a Índia, a fim de desacelerar o trânsito de materiais radioativos. Em resposta, o debate sobre soberania foi trazido à tona pela nação chinesa, que argumentou que, mesmo que seja inclinada à busca pela paz, recusa-se a comprometer sua garantia de autonomia e domínio territorial.
Antônio Mello, representante da Argentina, apontou que o desarmamento e o fim de testes de materiais nucleares é uma discussão redundante, uma vez que, se uma nação não apresenta interesse em causar danos militares de escala mundial, não há motivos para manusear esses materiais. Tal parecer provocou leve discordância entre os delegados, que foram à frente se defender e afirmaram que, apesar de serem contra o uso de equipamentos nucleares, veem a impossibilidade de estabelecer um acordo internacional que defina o fim dos testes com elementos nucleares. As delegações da Coreia do Norte e da Etiópia também adicionaram ao debate que testes são necessários para solidificar uma base de energia nuclear favorável para consolidar um cenário ambiental sustentável.
Por fim, os Estados Unidos mostraram-se extremamente dedicados ao comitê, visto que participaram de diversas negociações com variados países, tais como China e Paquistão, representados por Valentina Müller e Elisa D’Abreu, respectivamente. Dessa forma, a delegada Helena Bernardes, representante dos Estados Unidos da América, trouxe à discussão a necessidade de os países assinarem o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, acordo que visa ao desarmamento global e promove o uso pacífico de energia nuclear, e o Tratado de Proibição Completa dos Testes Nucleares, o qual prescreve a proibição de quaisquer testes de armas ou outras formas de exploração nuclear.
