Impasse marca terceira sessão do Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre retirada de mísseis

Impasse marca terceira sessão do Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre retirada de mísseis

Matéria por: João Miguel Cordeiro Borges


Revisado por: Giulia Vaz

Publicado por: Maria Carolina Viana Noleto

A terceira sessão do Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU) teve início conturbado após o fracasso na aprovação do acordo em debate. A retirada dos mísseis instalados em Cuba e na Turquia voltou a ser tratada como pré-requisito essencial para a manutenção da paz mundial. Assim,o delegado da Índia ampliou a discussão ao também defender a remoção dos armamentos posicionados na Itália, ressaltando a necessidade de supervisão internacional por parte da ONU.

Durante o debate, representantes do Reino Unido e de Portugal levantaram questionamentos sobre o destino dos mísseis, argumentando que seu simples retorno aos países de origem não resolveria o problema estratégico. Em meio às divergências, o delegado da União Soviética apresentou uma proposta que previa a retirada total dos armamentos, acompanhada do pagamento de indenizações aos países que se sentiram ameaçados, com custos divididos entre os Estados Unidos e a própria URSS.

A proposta soviética gerou reações imediatas. O Brasil adotou um tom crítico ao ironizar a possibilidade de compensações financeiras, questionando a URSS se estaria disposta a receber recursos em dólares norte-americanos. Os Estados Unidos também rejeitaram a ideia, classificando as indenizações como desproporcionais. Portanto, o impasse levou à suspensão temporária da sessão.

Após a retomada dos trabalhos, o Brasil reiterou sua posição contrária às indenizações, defendendo que a simples retirada dos mísseis seria suficiente para restabelecer a estabilidade internacional. Em nova intervenção, a União Soviética elevou o tom do debate ao propor o encerramento completo das atividades nucleares após a remoção dos armamentos. A iniciativa foi prontamente contestada pelo delegado indiano, que acusou a proposta de representar uma tentativa de uma potência global de assegurar impunidade sob o pretexto de promover a paz.

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