O comitê CSNU – Israel e Palestina é concluído com muita satisfação.

O comitê CSNU – Israel e Palestina é concluído com muita satisfação.

Reportagem por Brunna Alencar


Revisado por Mariana Amaral

Publicado por Mariana Mota Lopes

A quinta, e última, sessão do comitê CSNU – Israel e Palestina. A delegada israelense discursa diretamente para o delegado da França, pois não concorda com o discurso do delegado que afirmou que Israel está fazendo descaso em relação a deixar Jerusalém com os palestinos. A delegação da China vem a frente e pede para que Jerusalém seja reconhecida como parte do estado palestino. A delegada Maria Paula, da Rússia, afirma que os palestinos merecem um lugar para viver, e que quase todos os presentes na reunião estão desmerecendo esse povo. O delegado italiano, André Félix, faz coro à Rússia, e reitera que é fundamental que o objetivo principal desse comitê seja entrar em um acordo. A delegada complementa falando que, inicialmente, um dos objetivos da Itália era a criação dos dois estados, mas também era garantir a paz.  

    A delegação do Líbano concorda com Israel, pois no discurso anterior da delegada, Amanda Amaro, ela afirma que não dá para negar ajuda humanitária aos povos israelenses. O delegado libanês também pede para que tenham conhecimento do genocídio que está acontecendo com os palestinos. O delegado da Líbia, afirma que qualquer posicionamento que seja pró-palestina será vetado, mas logo após isso o representante do Reino Unido rebate afirmando que o delegado líbio não tem poder de veto. O delegado do Reino Unido proclama que não está fazendo descaso com a situação dos palestinos, e também se revolta ao falar que o comitê não está cumprindo com o seu objetivo, que é acabar com a guerra. O delegado do Equador considera que não tem como a nação palestina ter um estado consolidado, pois matou civis mesmo em meio a uma trégua, e ele também reitera que é totalmente contra a repartição do território de Israel com a Palestina. 

    O delegado dos Estados Unidos da América refaz o seu posicionamento, antes falava que as nações estavam agindo com descaso em relação ao povo palestino, proferindo que talvez eles não estejam agindo com descaso, mas que são complacentes com cada gota de sangue derramada nos conflitos, no fim de seu discurso sugere um cessar-fogo de 4 anos. A delegada de Israel concorda com o delegado dos Estados Unidos da América e acrescenta que o cessar-fogo será supervisionado pelo poder norte americano, e que a Palestina terá 4 anos para fazer o cessar-fogo de forma gradual. O delegado italiano volta a seu discurso anterior e continua alegando que seu maior objetivo é cuidar dos civis e inocentes que estão sendo prejudicados. 

    O delegado Gustavo Mendes, dos Estados Unidos da América, usa a expressão “estão tentando dar passos maiores que as pernas”, pois o final dos conflitos estão sendo debatidos mas quando chegam em algo humanitário e benéfico, as delegações vetam. A delegada israelense alega que o posicionamento das delegações da França, Reino Unido e Líbano é hipócrita, pois eles escreveram a proposta de resolução junto com os outros, e só mudaram de opinião pois a meta principal não foi alcançada, portanto afirma que as delegações são inconsistentes. Os delegados solicitaram um debate aberto de 7 minutos para resolverem as últimas questões do comitê, após esse momento a lista de oradores foi seguida normalmente. 

    O delegado da China diz que está muito feliz com o resultado do debate aberto realizado e por ver que o comitê está caminhando para finalmente resolver a guerra com um cessar-fogo gradual de 4 anos. A delegação do Reino Unido parabeniza os Estados Unidos por sua cooperação, e aproveita para falar que, apesar de tardio, acha que chegaram em um consenso, e acha que pode começar a entrega do comitê para a secretária, Maria de Los Angeles, presente na sessão. A delegada russa agradece o comitê e as sessões, e alega estar satisfeita. A delegação francesa espera o cumprimento dos tópicos da proposta de resolução para mostrar a competência da Organização das Nações Unidas. O delegado libanês afirma que se não fosse a pressão, os Estados Unidos não teria cedido a resolução, pois ele lucra com o conflito, e também critica o país pela venda de armas . Os Estados Unidos da América agradece igualmente aos outros, e salienta que, sim, vende armas igual o delegado francês afirmou, e mostrou orgulho alegando que foi assim que o país cresceu. Após a apresentação da proposta de resolução começa a votação das delegações, e a proposta é aceita, chegando ao final da sessão. 

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