MC Hariel e Red Bull Symphonic
Noticia por (Clara Carneiro)
Revisado por (Eduarda
Publicado por (Pedro Henrique Barreto)

Fotografia Red Bull Symphonic – Red Bull
O Red Bull Symphonic foi um evento patrocinado pela Red Bull e produzido pelos artistas MC Hariel e Xuxa Levy, que trabalharam por meses a fim de revolucionar o cenário musical. O funkeiro e o maestro se reuniram para apresentar pela primeira vez uma mistura do funk paulista com a música orquestral.
O espetáculo misturou piano, violino, contrabaixo e metais típicos das orquestras às batidas do funk, operando de forma complexa para sintonizar os mais de 70 integrantes do espetáculo, contando com bailarinos, coral, músicos e arranjadores, além do maestro e do cantor.
Dividido em 6 atos – “O Encontro”, “O Corre”, “Caminhada”, “Consciente”, “Baile de Favela” e “Submundo 808” – o espetáculo construiu uma narrativa das origens do funk paulista e avançou até os dias de hoje, homenageando artistas e relembrando conquistas do gênero.
Apesar da aparente distância entre os estilos musicais, os artistas conseguiram entrelaçar aspectos estéticos e quebrar padrões históricos. No decorrer da apresentação, o cantor fez questão de evidenciar a importância da legitimidade do funk como forma de expressão cultural, utilizando o intervalo entre as músicas para discursar acerca da tentativa da proibição dos bailes funk.
Durante sua carreira, MC Hariel fez questão de usar de seu lugar de visibilidade para representar a importância do movimento do funk – sendo este mais um exemplo dos feitos do artista – buscando repreender a imagem marginalizada atribuída ao estilo e mostrar àqueles que se posicionavam contra a manifestação do gênero que o funk é cultura e símbolo da luta de milhares de pessoas que vivem em situações de favelização.
O funk é arte, refúgio e umas das principais formas de representação desta população. Assim, artistas como Hariel são necessários para a preservação de algo tão importante, que é esta cultura. “Já ajudei como também fui muito ajudado, mas que essas coisas nunca façam a gente esquecer o som que a gente realmente ecoa para o universo”
