Artigo de Opinião por Rafaela Yeshua Oliveira Rodrigues em 24/09/21
Certo dia, me deparei com um acontecimento interessante. A princípio reagi com surpresa e em seguida refleti sobre seu real significado. Normalmente, costumamos ter uma interpretação rasa, vemos o que é mais fácil de notar, porém, se prestarmos atenção na história podemos aprender uma lição valiosa.
Quando o erro de um gênio é exposto não se espera que ele o assuma e o corrija, pois a arrogância e o orgulho são características comuns deles. Entretanto, aquele cuja fama ultrapassa o tempo e as fronteiras territoriais foi capaz de nos surpreender, não só com sua inteligência impressionante, mas também com uma humildade difícil de encontrar até em pessoas comuns atualmente. O erro em questão se relaciona com a equação da relatividade geral de Einstein (definida através de testes) e a pessoa a quem me refiro é, naturalmente, aquele que a criou.
A equação da relatividade geral relaciona massa, energia e gravidade, portanto é capaz de determinar se o Universo está estático ou em movimento. Ao realizar seus cálculos, Einstein cometeu um pequeno erro matemático, o qual criou um resultado impossível e, pensando estar corrigindo sua equação, adicionou um pequeno termo. O resultado dizia que o Universo era estático, bem como ele e grande parte da comunidade científica acreditavam na época.
A operação foi publicada e chegou nas mãos de Alexander Friedmann; este refez o cálculo sem cometer o erro e sem o termo novo, assim, pôde concluir que o Universo estava em movimento e, em seguida, publicou a correção. Einstein discordou em um primeiro momento, entretanto, se retratou publicamente após receber uma carta amigável de seu colega. Deveríamos tomar a atitude final do físico como um exemplo, mesmo tão inteligente e confiante sobre sua própria sabedoria, um dos maiores gênios da humanidade engoliu o orgulho e de forma sublime desculpou-se ante a sociedade.
Fazendo um paralelo com os atuais acontecimentos, é possível perceber a falta de humildade das pessoas, determinados pseudo-intelectuais, julgam-se detentores do saber e conhecedores da justiça de tal forma, que é impossível contradizê-los, mesmo ao argumentar com lógica, dados e fatos. Caso arrisque mostrar-lhes a verdade, irão te impedir de continuar. A necessidade de autoafirmação, aceitação social, além de seus interesses pessoais, por vezes mesquinhos, os deixam cegos diante de sua própria hipocrisia e principalmente para os grandes problemas escondidos pela cortina de fumaça formada pelos ideais que defendem, restando aos reles mortais esperar que ela suma a tempo.
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