Artigo de opinião por Tacia Miranda Kokinos em 23 de junho de 2022
Publicado por Vinícius Saad da Ponte
A pandemia da Covid-19 tornou necessária, em seu momento de apogeu, a implementação do isolamento social como medida de segurança à saúde. Tal medida levou a sociedade a conviver muito menos entre si, e cada um passou a ter mais horas do dia preenchidas pela própria companhia.
Antes do mundo sofrer drasticamente o isolamento, a convivência de cada um com grupos de amigos, companhias na escola ou no trabalho, entre outras práticas, era muito recorrente, o que levava a uma vida agitada e repleta de momentos compartilhados. Porém, coma privação desse tipo de “liberdade”, houve um distanciamento entre as pessoas, que começarama ficar cada vez mais próximas de si mesmas, e dos seus interesses, separadamente de influências externas.
A jornada em busca do autoconhecimento abre portas para diferentes áreas importantes da vida de um ser humano, como passatempos, produtividade, a prática de atividades físicas e, principalmente, a busca por atendimento psicológico. Segundo a psicóloga Carla Andreza Zeni Baú, em entrevista ao blog “Visão Hospitalar”, investir em autocuidado é um ato de amor consigo mesmo, pois dá a oportunidade de construir uma relação saudável com a vida. Segundo Carla, houve um aumento no número de buscas por atendimento psicológico. “Aumentou-se, sim, essa demanda. As pessoas têm tido mais essa necessidade por situações relacionadas a questões de insegurança, medos, luto, estresse pós-traumático”, afirma a psicóloga.
A compreensão do indivíduo sobre seu próprio corpo e mente é de extrema importância para o desenvolvimento da identidade pessoal pouco a pouco, tendo em vista que os seres humanos estão em constante mudança e evolução. O autoconhecimento é uma ferramenta poderosa para obter melhor desempenho cotidiano e para o crescimento pessoal, estabelecendo uma relação de cuidado e aceitação do próprio corpo e mente.
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