Artigo de opinião por Joana Pantoja Costa em 3 de novembro de 2022
Publicado por Luisa Soares Brescianini
Nos últimos anos, a polarização política tem constituído importante papel na conjuntura eleitoral brasileira. Em 2022, especialmente, a divisão do corpo eleitoral, que nunca havia se dado de forma tão intransigível, tem gerado resultados perversos ao bem estar de seus indivíduos. Atos intolerantes, tentativas de censura, agressões psicológicas ou físicas e demais manifestações de ódio configuram o atual cenário político do Brasil, que, potencializado pelo uso das redes sociais, assemelha-se mais a uma guerra que a qualquer outra coisa.
Com o passar dos séculos, as sociedades aprimoraram suas estruturas de organização, adaptando-se às novas circunstâncias e desenvolvendo formas de distribuição de poder mais justas. Uma das revoluções no prisma administrativo foi a democracia, regime no qual projetos e tomadas de decisões são regidos e avaliados pelo “povo”. Em tal modelo, a disputa pelo poder não se dá de forma autoritária ou violenta, mas por meio da discussão, da diversidade de ideias e do senso crítico da população, que elege seus representantes nos setores públicos. Não obstante ser o regime vigente no maior número de países do planeta, a democracia requer respeito a regras comuns, quais sejam: reconhecimento da condição de igualdade entre adversários, tolerância e diálogo. Quando há polarização radicalizada, os adversários são vistos como inimigos, a intolerância é incentivada e o diálogo condenado. Em função disso, o ambiente democrático é transformado em um verdadeiro ringue, cuja principal atração é a transgressão dos requisitos descritos acima.
Inúmeros movimentos, propostas e ideais levantados por grupos políticos que se mantêm fora dos dois polos dominantes são invalidados pelo simples fato de não se encaixarem por completo em qualquer dos extremos. Esse fenômeno, aliado às idealizações sem sentido, à desinformação e ao fácil acesso a mídias manipuladas – por ambos os lados – inibe a pluralidade de pensamentos e desestimula a formulação de soluções flexíveis para as problemáticas levantadas pela população. Posto isso, pode-se afirmar que a polarização, quando em excesso, configura grande ameaça à democracia, devendo ser identificada e combatida o quanto antes.
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