Notícia por Mariana Mota
Publicado por Isabella Dias
A Comissão de Supervisão e Prevenção de Casos de Corrupção (CSPCCO) entrou em crise após a divulgação de uma investigação sobre um possível caso de corrupção ocorrido dentro da própria comissão. A situação gerou indignação entre os parlamentares, que se manifestaram durante a sessão legislativa. O deputado Caio César afirmou que, independentemente do responsável, é necessário que sejam prestados esclarecimentos imediatos. Ele sugeriu a convocação do Procurador-Geral da República, alegando que “alguém está mexendo os pauzinhos e conseguindo desviar dinheiro de uma CPI anticorrupção”.
A deputada Alenka (MDB), autora do Projeto de Lei que originou a CPI, expressou preocupação com a delação que deu início à investigação. Ela afirmou desconfiar de uma possível armação com motivações pessoais e questionou quem teria sido o responsável pela denúncia. A parlamentar relembrou que alguns deputados haviam se posicionado contra sua proposta, apesar da aprovação do projeto na sessão anterior.
Durante a mesma sessão, o deputado Fernando (PT) acusou diretamente a deputada Alenka de envolvimento no esquema. Segundo ele, desde o início das discussões, os CPF’s propostos por ela eram “completamente redundantes”. Em contraponto, o deputado Aron (UN BRASIL) negou qualquer envolvimento e defendeu uma abordagem sensata e imparcial do tema. Para ele, o foco da CPI deveria ser mantido sem acusações precipitadas, conforme os princípios estabelecidos na criação da comissão.
A deputada Giulia reforçou a ironia da situação, destacando a gravidade de um crime de corrupção ocorrer justamente em uma comissão voltada ao seu combate. Ela negou o envolvimento do partido UN BRASIL e declarou apoio total à deputada Alenka, ressaltando que “o tempo foi roubado, e tempo aqui é dinheiro”.
Encerrando os discursos, o deputado Caio César apresentou novos questionamentos. Ele destacou que a investigação está sendo conduzida pelo Ministério Público da União em parceria com a Polícia Federal — as mesmas instituições responsáveis pela execução da lei aprovada anteriormente e que está sendo debatida na CPI. O parlamentar criticou a ausência de uma acusação clara e alertou para o risco de comprometer os avanços da comissão. Como encaminhamento, propôs o envio de cinco perguntas formais ao Procurador-Geral da República e ao diretor da Polícia Federal.
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