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30ª edição da Parada do Orgulho LGBTQIA + de São Paulo sofre redução de 60% de patrocínios

30ª edição da Parada do Orgulho LGBTQIA + de São Paulo sofre redução de 60% de patrocínios

Reportagem por Sofia Todorov

Revisado por Laura Raslan

Publicado por Martina Matteo

Foto da 30ª edição da Parada do Orgulho LGBTQIA + de São Paulo 

A 30ª edição da Parada do Orgulho LGBTQIA + de São Paulo ocorreu no domingo dia 07/06 reunindo a comunidade em clima de festa e felicidade, porém desta vez nem todos participaram da comemoração. Em uma era marcada pelo crescimento da extrema direita, com discursos conservadores sendo propagados pelo mundo inteiro, a resistência e união são imprescindíveis para a preservação dos direitos conquistados pela comunidade queer ao longo das décadas. Contudo, marcas e empresas que patrocinaram a festividade nos anos passados decidiram não se relacionar com o evento desta vez, evidenciado a mudança nos interesses das indústrias após o fortalecimento do conservadorismo no globo.

Com o lema “A rua convoca, a urna confirma”, a Parada comemorava o seu e o aniversário de 30 anos das urnas eletrônicas, reiterando, assim, o forte caráter político da celebração. E da mesma forma, empresas reconheceram essa parte integrante do movimento e decidiram retirar seus financiamentos dessa edição. Uma perda de 60% de patrocínios registrada pela APOLGBT-SP representa o impacto da crescente onda conservadora dos governos ao redor do mundo. 

As críticas abordavam a mudança brusca de posicionamento das empresas, que antes se aproveitavam do mês de julho para aumentar seu público consumidor e agora abandonaram a comunidade durante a maior celebração da América Latina. Devido aos menores investimentos, a Parada do Orgulho de São Paulo sofreu reduções de infraestrutura e de atrações. Entretanto, o apoio de 4 empresas, 12 a menos ao compararmos com a edição de 2023, e o investimento pessoal de artistas possibilitou que a data comemorativa mantivesse a sua importância e relevância em um período de dificuldades para a comunidade. 

Apesar das desavenças, a 30ª edição da comemoração reforçou a importância da perseverança e reivindicação dos direitos humanos de todos os cidadãos, não apenas dos que constituem as camadas sociais privilegiadas. E que em momentos de vitória é necessário lembrar-se de quem estava ao seu lado durante as crises. 

Com isso, segue a lista das empresas que permaneceram com o seu apoio pela causa LGBTQIA + e a de algumas que abandonaram a edição de 2026, respectivamente:

  • Amstel, Grupo L’Oréal no Brasil, Amstel Vibes e Philip Morris Brasil
  • Sephora, Smirnoff, Team, Zurich, Sympla, Pinterest e Accor

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