As diferentes perspectivas dos deputados a respeito do uso de câmeras corporais.

As diferentes perspectivas dos deputados a respeito do uso de câmeras corporais.

Notícia por Gabriel Loureiro


Revisado por Fernanda Falcão

Publicado por Maria Clara Vargas

A sequência da discussão dos em relação ao PL (Projeto de Lei) das câmeras corporais seguiu um rumo mais acalorado. Entre indagações Thiago Calado e deputados contrários à proposta, levantaram-se questões como constitucionalidade do texto discutido, sugestões de mais emendas e referências a casos externos ao Brasil. Após diversos discursos, foi suspensa a sessão a fim de melhor debater questões em relação ao projeto.

A sessão continuou com um questionamento de Clara Câmpara, no qual ela fez uma analogia entre atendimentos médicos e a conduta de policiais, ao que o deputado Thiago Calado respondeu com outra pergunta. Diante da subsequente retaliação da deputada, Calado afirmou que, no PL (Projeto de Lei), propõe-se que a câmera corporal esteja ligada a todo o momento de serviço. 

Em seguida, o deputado Bernardo, em uma fervorosa discussão com Calado, disse ao autor do texto que se deveria formular um Projeto mais bem-elaborado, diante de inconsistências percebidas por ele no que se discutia.

Tiago Vital, a favor do PL, sugeriu que fossem propostas mais emendas, frente às várias discordâncias dos membros da casa em relação ao texto. Em um aparte concedido pelo discursante, Hollinger relembrou que o que estava em discussão não era o PL original, mas seu parecer, e destacou que este foi recebido com louvor pelo redator do texto.

O deputado Bernardo proferiu um discurso direcionado ao parecer, o qual ele chamou de “muito generalista”, característica por ele atribuída também ao texto principal. Em resposta, o deputado Tiago Vital defendeu as emendas, dizendo que elas são extremamente necessárias para o desenvolvimento do texto final. 

A deputada Ana Guilhermina, elogiando enfaticamente o Projeto, citou o conceito filosófico do Panóptico, e, em seguida, atacou o deputado Bernardo e ironizou a afeição por ele demonstrada pela Polícia Rodoviária Federal.

Clara Câmpara, em novo discurso, trouxe à tona a situação de habitantes de favelas dominadas pelo crime organizado, frisando a urgência enfrentada por esses indivíduos diante do perigo das comunidades. Na sequência, questionou Hollinger a respeito de como seria feita a garantia do não vazamento das imagens gravadas pelas câmeras.

Depois do anúncio de que não havia mais deputados contrários ao texto na lista de oradores, a deputada Thayse, a favor da redação, questionou o uso do termo “favelas” para se referir a periferias ao longo da sessão, qao que o deputado Raul respondeu defendendo que membros de comunidades nesse contexto se referem às regiões dessa mesma forma.

Em outro discurso, Raul questionou a questão financeira do Projeto, mas, ao citar a folha salarial dos deputados, foi retaliado pela deputada Clara, apoiada por mais deputados, dizendo que a verba utilizada seria de origem pública, não privada, como denotado pelo deputado.

Calado mencionou o caso George Floyd, enfatizando a desumanidade dos atos contra o norte-americano, sendo retrucado por Ana Guilhermina, a qual questionou o levantamento de temas estrangeiros num contexto brasileiro. Em resposta, o autor do texto trouxe casos julgados de mesma gravidade ocorridos em território brasileiro.

Depois de múltiplos discursos, principalmente de deputados favoráveis ao texto, deu-se início a uma suspensão da sessão com o objetivo de conceder aos membros da casa melhores condições de debater entre si as questões ainda abertas a respeito do texto.

Gostou? Compartilhe!
Acessar o conteúdo