Reportagem por Gabriela Mendes Nonato em 01 de abril de 2022
Publicado por Maria Rita Mamede
Atualmente, as doenças mentais têm sido mais discutidas, porém, ainda é um tópico controverso e polêmico, mesmo sendo extremamente necessário.
“A saúde mental não é motivo de se envergonhar. São uma condição médica, assim como doenças no coração ou diabetes.”
Primeiro, é importante explicar a definição de doença mental pela APA (American Psychological Association): “Uma condição de saúde envolvendo mudança na emoção, comportamento, ou pensamento”. Ou seja, o cérebro apresenta dificuldade no processamento de informações.
Depressão, ansiedade, esquizofrenia e transtorno bipolar são exemplos de doenças mentais, cada uma afetando o cérebro de uma forma diferente. A diferença entre problemas e doenças mentais, apesar de sutil, existe. A epilepsia, por exemplo, é um problema, mas não uma doença mental. A doença mental está associada às mudanças na estrutura química do cérebro, afetando os neurotransmissores, o que, consequentemente, atrapalha a comunicação entre neurônios.
Quem sofre de depressão, por exemplo, apresenta um nível menor de serotonina, um hormônio que afeta o humor. O estresse mental faz com que as glândulas adrenais produzam muito cortisol, que, em excesso, altera o funcionamento cerebral, causando sintomas de depressão. Por isso, alguns antidepressivos tratam os sintomas equilibrando o nível de cortisol. Já no caso de esquizofrenia, o mau funcionamento na produção de dopamina, norepinefrina e glutamato pode ter influência na doença.
Muitas pessoas acreditam que doenças mentais vêm apenas de fatores externos. Esse pensamento precisa ser desconstruído. Cientistas acreditam que até o tamanho e formato do nosso cérebro pode ter um papel nisso. Nossos genes podem nos fazer mais susceptíveis a desenvolver certas doenças, como transtorno bipolar, esquizofrenia, e até depressão.
É sempre bom salientar que as doenças mentais podem e devem ser tratadas, por isso, é essencial procurar ajuda o mais rápido possível.
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