Publicado por Letícia Medina
A temporada de alta costura, também conhecida como “haute couture”, surgiu no final do século XIX com o estilista Charles Frederick Worth. O inglês abriu seu ateliê em 1858 e, após alguns anos, foi considerado o pai da alta-costura. Worth revolucionou a moda ao criar peças exclusivas, sob medida e de luxo para a elite, além de estabelecer o sistema de coleções sazonais e desfiles.
Com o tempo, em 1868, foi fundada a Fédération de la Haute Couture et de la Mode, responsável até hoje por organizar a Semana de Alta-Costura e a Paris Fashion Week. Ela define quais marcas podem usar oficialmente o título de “haute couture”. Já em 1910, surgiu a Câmara Sindical da Costura Parisiense (Chambre Syndicale de la Couture Parisienne), que oficializou o termo e criou a École de la Chambre Syndicale de la Couture Parisienne, uma escola reconhecida por formar estilistas que mantêm viva a tradição artesanal da alta-costura.
A Semana de Alta-Costura ocorreu de 7 a 10 de julho de 2025, com a apresentação das coleções de Outono/Inverno 2025/2026. Um dos destaques desta edição foi a Schiaparelli, que trouxe uma estética marcada pela mistura entre surrealismo e drama. Porém, o evento também chamou atenção pela ausência de três grandes nomes: Dior, Gaultier e Valentino. Segundo especialistas, essa decisão pode estar ligada a mudanças internas, trocas de direção criativa ou estratégias que questionam o atual formato da haute couture.
Em 2024, Daniel Roseberry, diretor criativo da Schiaparelli, apresentou looks em forma de bebê-robô e nave espacial para explorar a relação entre humanos e tecnologia. Já na temporada de 2025, retomou a estética futurista com o tema “um mundo à beira de um colapso”. Inspirado nos filmes “Metrópolis” e “Blade Runner” e nos figurinos de toureiros, Roseberry criou uma coleção toda preta, com texturas diversas, pedrarias e bordados.
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