Reportagem por Vitor Davi
Revisado por Mariana Amaral
Publicado por Mariana Mota Lopes
Inicia-se a quinta sessão, responsável pela conclusão final do embate entre Israel e Palestina no CSNU. O líder da sessão será o Equador, e o vice será a Rússia. O delegado Bernardo, representando a China, propõe a proposta final com a ideia de Israel ceder Jerusalém Oriental para se tornar um território palestino. A emissária russa apresenta posteriormente seu tratado final à reunião, o “Terceiro Documento de Trabalho”, que consiste em garantir direitos e proteção aos palestinos em dois Estados, com um governo provisório assegurando a proteção do território.
Entretanto, o delegado dos Estados Unidos se mostra completamente contrário à criação de dois Estados, tornando essa solução inviável. Isso causa revolta na maioria dos países presentes na reunião, demonstrando um completo descaso dos Estados Unidos e de Israel com as propostas apresentadas. Essa situação gera indignação ao mandatário Gustavo Mendes, dos Estados Unidos, que afirma estar sendo retratado como um “monstro” e sendo descartado pelos demais países.
O representante libanês critica o delegado dos Estados Unidos por seu discurso e defende que o foco deveria ser melhorar as condições de vida das vítimas dos ataques israelenses, e não necessariamente criar um Estado. Por outro lado, o delegado francês acredita que tudo que favoreça a Palestina será vetado pelos Estados Unidos e Israel, mas reforça a necessidade da criação de um novo território palestino. O enviado equatoriano defende as ideologias norte-americanas ao lembrar do envolvimento do Hamas com a Palestina, afirmando que a criação de um Estado palestino não seria ideal, posição apoiada por Israel.
A falta de resolução revolta o delegado da China, que critica a prolongação do conflito e considera a comissão inútil caso não haja solução, priorizando uma resposta rápida e a garantia dos direitos humanos. Em resposta, Estados Unidos e Polônia defendem uma ajuda humanitária e um cessar-fogo de quatro anos como medida ideal para o momento crítico. No entanto, Reino Unido e Líbano acreditam que os Estados Unidos não manterão sua palavra e que um cessar-fogo temporário pode ser prejudicial.
A delegação israelense aponta que França, Reino Unido, Itália e Líbano estariam contrariando o “Terceiro Documento de Trabalho” que eles mesmos assinaram, acusando-os de descaso e de priorizarem interesses próprios em vez de beneficiar os palestinos refugiados. Isso intensifica os conflitos diplomáticos, afastando a comissão de uma resolução e aproximando-a de um possível fracasso.
Após um intervalo, o representante chinês reforça a necessidade da criação de dois Estados, destacando que negociações externas foram mais produtivas. Surge então uma proposta de criação de dois Estados após um cessar-fogo de quatro anos. A rapidez dessa solução surpreende o delegado francês, que questiona se os Estados Unidos cumprirão o tratado referente à Faixa de Gaza, citando o histórico controverso do país e solicitando uma investigação sobre seu envolvimento em conflitos.
Com a aceitação momentânea da nova proposta, os países presentes demonstram preocupação com as populações afetadas por guerras e sanções ao longo dos últimos séculos. Inicia-se então a votação favorável ao terceiro documento de trabalho, garantindo o desarmamento na Faixa de Gaza por ambas as partes, além da realização de uma reunião definitiva para estabelecer um território permanente para a Palestina.
A reunião do CSNU é considerada um sucesso, com a maioria dos países chegando a um acordo final. Caso qualquer termo seja descumprido, será convocada uma reunião urgente, com aplicação de sanções econômicas e militares severas.
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