Tropas norte vietnamitas se reerguem após ajuda dos Aliados
Reportagem por Eduarda Lins
Revisado por Enzo Bello
Publicado por Mariana Mota Lopes

A ordem de guerra estabelecida para atacar as tropas americanas na fronteira entre o Vietnã do Norte e o Vietnã do Sul obteve sucesso na retirada dos soldados americanos. Apesar do triunfo na batalha, as forças do Sul avançaram em direção ao território norte-vietnamita, representando uma possível ameaça aérea. Além disso, o contra-ataque dos Estados Unidos, explorando a vantagem geográfica e climática do Norte, consistiu no uso do agente laranja, que devastou a vegetação local fundamental para as táticas defensivas norte-vietnamitas e agravou a fome da população. Paralelamente, minas terrestres do Vietnã do Norte foram interceptadas, comprometendo a segurança dos soldados.
A crise intensificou a insatisfação popular diante da fome e das milhares de mortes, levando civis a se engajarem no conflito e a se tornarem soldados dentro de suas próprias comunidades. Contudo, a falta de treinamento desses combatentes improvisados colocava muitas vidas em risco, obrigando o Vietnã do Norte a adotar estratégias mais cautelosas. Com a aproximação política da China e da URSS, o envio de tropas aliadas tornou-se mais viável, fortalecendo a posição norte-vietnamita.
A conjuntura econômica e política levou o Vietnã do Norte a solicitar apoio de seus aliados, entre eles URSS, China, Alemanha, Polônia, Coreia, Laos, Camboja e Tchecoslováquia para o fornecimento de suprimentos, já que a população enfrentava extrema carência em meio à guerra. Ademais, foi emitida uma nota de repúdio às ações norte-americanas, denunciando o uso de armas químicas para destruir a vegetação das regiões do Norte. A propaganda contra o Vietnã do Sul foi intensificada, buscando enfraquecer a influência capitalista sobre a população norte-vietnamita. A construção de armadilhas na linha de frente reforçava o contra-ataque, visando impedir o avanço das tropas americanas.
Com o aumento da ajuda internacional, a nova ordem de guerra solicitava o máximo de embarcações, força aérea e infantaria, a fim de fortalecer as forças norte-vietnamitas no conflito. Nesse contexto, o envio dos aviões A-59 e A-50 foi destinado ao sul do país para apoiar as tropas já posicionadas, enquanto unidades como a A-13 foram mobilizadas para a região de B-24, com o objetivo de bloquear estrategicamente a passagem e o avanço inimigo. Assim, o desequilíbrio entre as necessidades de reabastecimento e defesa criava condições para um possível ataque ao Vietnã do Sul.
