Dirigido por Kip Andersen e Keegan Kuhn, com produção executiva do ator e ativista ambiental Leonardo DiCaprio, o filme documental “Cowspiracy: o segredo da sustentabilidade” tenta prioritariamente e a todo custo, destruir tabus relacionados ao veganismo, além de desempenhar ideologias que, por vezes, são ocultas da sociedade, relacionadas ao impacto que o agronegócio, a produção de carne e a pesca predatória possuem no meio ambiente.
O filme, que é resultado de um ano de trabalho de Andersen, está disponível na plataforma paga Netflix e no Youtube de forma gratuita. “Cowspiracy” reproduz a pesquisa árdua de Kip e todo o processo que ele passou para provar que não existe forma sustentável de criar animais suficientes para alimentar a demanda de carne que o mundo possui.
O estopim para o início das pesquisas do jovem cineasta foi quando ele viu uma postagem de um amigo sobre um relatório oficial da Organização das Nações Unidas (ONU), o qual afirmava que mais gases de efeito estufa eram emitidos pelo gado do que por todo setor de transportes.
A partir desse momento, ele descobriu fatos chocantes a respeito do consumo de carne e
laticínios como “Para a produção de 3,8 Litros de leite, é necessário 3 800 Litros de água.”, assim como “Comer 1 hambúrguer é equivalente a tomar um banho por dois meses inteiros.”, “91% da área desmatada da Amazônia foi desflorestada para criação de gado.”.
Andersen entrevistou ambientalistas renomados, dando dinamicidade e envolvimento com ativistas da causa vegana e entrou em contato com as sedes de organizações não governamentais como a Greenpiece, SOS Mata Atlântica, Sierra Club e Oceana com o intuito de debater sobre a agropecuária e a pesca predatória.
Porém, muitas delas se recusaram a serem entrevistadas sobre esse assunto, e da minoria que aceitou, nenhuma relacionou problemas ambientais como efeito estufa, desmatamento, contaminação e gasto de água com a criação intensiva de gado.
Em busca de justificativas para o sigilo das ONGs, ele contactou Will Potter, autor do best seller “Green is the new red” que explicou: “Esse assunto espanta a audiência. Essas organizações têm sócios e tentam maximizar o número de pessoas que fazem doações e, se eles forem tachados de anti-carne ou afrontarem hábitos tão enraizados das pessoas, isso mexeria com sua captação de recursos, diminuiria o financiamento”.
Andersen e seus colegas de trabalho repensaram seriamente em todo o contexto político e
social que seu documentário se envolveria, passaram a se questionar se seria uma boa ideia publicar sua obra.
Além do dilema encarado pela equipe, eles também enfrentaram muitas dificuldades para produzir o filme, como o cancelamento de seu patrocínio devido à abordagem de temas controversos e ameaças de morte. Entretanto, o documentário foi divulgado e disponibilizado na Netflix e foi muito bem avaliado por ambientalistas, jornalistas e escritores a favor da causa vegana e vegetariana.
O filme traz à tona questões simples como a alimentação, no entanto, faz o telespectador associá-las a outros fatores de maior complexidade. Um exemplo disso é o fato de haver um aumento significativo no consumo de alimentos de origem animal, o qual, certamente, demanda a multiplicação da população de vacas leiteiras e bois, gerando, dessa forma, mais gás metano, excrementos, contaminação e poluição do planeta, além do aumento da área de produção de grãos geneticamente modificados para alimentar esses animais e, consequentemente, desmatando mais florestas para a ocupação do pasto.
O documentário, além de conscientizar as pessoas sobre os atuais e futuros problemas ambientais, também possui uma áurea dinâmica que prende a atenção do telespectador.
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