Resenha

Resenha da série “Sex Education”

Resenha da série “Sex Education”

Resenha por Maria Luisa Otto Sarabanda em 24/11/2021

“Sex Education” é uma série britânica original da Netflix, criada por Laurie Nunn. Tendo sua primeira temporada lançada em Janeiro de 2019, a série chamou a atenção da crítica por constantemente envolver, em sua narrativa, temas pouco discutidos na sociedade, por ainda serem considerados tabus por muitas pessoas. O protagonista é interpretado por Asa Butterfield, ator que já participou de vários filmes renomados, entre eles “O Menino do Pijama Listrado”. “Sex Education” também conta com a participação de Gillian Anderson, Ncuti Gatwa, Emma Mackey e vários outros atores e atrizes incríveis.

A série gira em torno de Otis, um adolescente que nunca esteve em um relacionamento amoroso e possui como mãe uma terapeuta sexual. Maeve, colega de escola de Otis, por estar com problemas financeiros – já que precisa se sustentar sozinha, pois não tem o apoio da mãe e do pai – propõe a ele a fundação de uma clínica de terapia sexual na escola, ao reconhecer que ele possui o mesmo talento da mãe. Assim, Maeve passou a garantir seu sustento administrando a clínica, a qual tinha Otis como sexólogo. A partir daí, toda a trama é desenvolvida, gerando, até o momento, três temporadas, sendo que a quarta já foi confirmada pela plataforma Netflix. 

É interessante ressaltar que “Sex Education” desconstrói a idealização do sexo, incluindo nessa discussão a problematização da pornografia. A série também discute assuntos como assédio, aborto, importância do uso de preservativo e apresenta cenários que acontecem com frequência em relacionamentos, apresentando o porquê de eles serem falhos. Com isso, ela propõe a normalização da discussão sobre sexo e assuntos relacionados a ele, enfatizando o quanto é importante conversar sobre isso, mesmo que muitas pessoas ainda achem um tópico constrangedor de se mencionar. 

Outro fator que reforça o quanto “Sex Education” é inovadora é como todos os personagens são complexos e diferentes uns dos outros, já que a série explora bem todos eles, não só o protagonista. Dessa forma, o espectador cria uma conexão maior com o programa, por acabar se identificando com algum personagem. Logo, a representatividade é um diferencial de “Sex Education” em relação às outras séries, já que nela pode-se encontrar variados tipos de personalidade, como também de sexualidade. 

Além disso, a trilha sonora é super diversificada, contendo músicas de diferentes épocas,  como “Boys Don’t Cry” da banda The Cure e “Mystery of Love” por Sufjan Stevens. Os cenários são muito bonitos.

Em minha visão, “Sex Education” é uma série nota 10, por discutir vários assuntos relevantes de uma forma descontraída e dinâmica, direcionados aos públicos jovem e adulto, que podem aprender e relaxar ao mesmo tempo com ela. 

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