Resenha por Sara Eduardo em 31 de outubro de 2024
Publicado por Artur Bueno de Amorim
“Adoráveis mulheres”, também conhecido como “Mulherzinhas” ou “Little Women”, é originalmente um livro, escrito em 1868 por Louisa May Alcott, e ganhou sua versão cinematográfica pela primeira vez em 1994 e pela segunda vez em 2019, pela direção da fantástica Greta Gerwig.
A história se passa em Concord, Massachusetts, em 1861 – durante a Guerra Civil Americana – analogamente ao momento de transição entre a infância e adolescência das quatro irmãs da família March: Meg, Jo, Beth e Amy. A família possui condições financeiras razoáveis e mesmo com o pai ausente, as meninas e a mãe conseguem se manter bem.
Inicialmente, a trama principal se divide entre a vida calma vivida pela família e o “romance” que se desenrola entre a personagem Jo e seu vizinho, Laurie. Porém, essa obra possui um diferencial: a passagem do passado para o futuro, desenvolvendo de forma gradual e dinâmica o enredo. Essa mudança da linha do tempo se torna essencial para o espectador entender as ações e consequências de cada membro da família.
Por ser um filme de protagonistas femininas, a trama da história foca nas dificuldades de ser uma mulher no século XIX. O casamento é mostrado muitas vezes como a única forma de ascensão social para uma mulher na época, além da forte pressão social para esse gênero. As questões sociais são apresentadas desde a escola, na infância, até a idade adulta, na qual uma mulher era vista como um mero acessório de seu marido, podendo realizar apenas trabalhos domésticos. Além disso, retrata também a enorme desigualdade financeira no período da guerra, que gerava problemas desde oportunidades perdidas até a saúde debilitada.
De início, a obra parece ser apenas mais uma história familiar, mas ao longo de seu desenvolvimento é perceptível como ela vai além disso, é uma grande crítica social, escrita por uma mulher que passou pelos mesmos problemas, na mesma época. É um testemunho da incrível vitória feminina em meio a tantos desafios.
Jo, a protagonista, é uma escritora que tenta viver de sua arte, mas para publicar seus textos deve alterá-los para que as personagens femininas tenham maridos aos quais elas são submissas. Além disso, deve publicá-lo usando seu nome anônimo. Isso parece um absurdo nos dias de hoje, mas há pouco tempo essa era a realidade das profissionais que não eram credibilizadas por seus trabalhos.
Em geral, tanto o livro quanto as suas adaptações cinematográficas são obras incrivelmente boas e realistas, sendo considerado um clássico no século XIX. A absorção dessas obras abrem a mente e despertam o interesse pela história retratada de forma intuitiva, pois possuem fluidez e fazem com que o espectador e/ou leitor se envolva cada vez mais com a realidade vivida.
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