Etapa Judiciário

Desdobramentos da quarta sessão do STF

Desdobramentos da quarta sessão da reunião do STF

Notícia por Sofia Mansur em 24 de agosto de 2024


Publicado por Giovanna Bernardes

A penúltima sessão da reunião do Supremo Tribunal Federal acerca da constitucionalidade
do Foro Privilegiado teve início na manhã deste sábado (24). Com pouco tempo de sessão,
uma crise abalou a relativa harmonia que se observava no parlamento desde o início da
manhã – cenário que contrastava com as discussões de sexta-feira (23) -, com a divulgação
de uma notícia relatando o envolvimento do procurador João Alberto Pincovscy e dos
advogados Luíse Nogueira, Caio Calmon e Davi Prata com a redação do Projeto de Lei
458/24. O projeto visava a ampliação do Foro Privilegiado para a contemplação de qualquer servidor público com mais de cinco anos de serviço – medida que, além de controversa, era
pouco compatível com os posicionamentos trazidos por todos os integrantes supostamente
envolvidos desde o início da discussão.


Com o assunto tornando-se a principal pauta do debate nesse momento da reunião, todas
as bancadas integrantes foram convidadas a discursar a respeito de uma possível votação
que determinaria a inconstitucionalidade do Projeto de Lei 458/24. Por se tratar de um
Projeto de Lei que não tinha passado por aprovação do Poder Legislativo, a votação para
determinar sua constitucionalidade era delicada, uma vez que caraterizaria uma
interferência da Suprema Corte sobre um assunto relativo a outro poder. Com isso, a
Procuradoria Geral da República, representada pelo procurador Pincovscy, e a defesa de
Marcos da Rocha Mendes – caso também em pauta na presente reunião do Supremo
Tribunal Federal -, representados pelo advogado Caio Calmon, foram contrários à votação.
O Instituto Brasileiro de Ciências Criminais, a Advocacia Geral da União e a Ordem dos
Advogados do Brasil, por outro lado, foram-lhe favoráveis.


Com a vontade da maioria sendo favorável à promoção da votação, os ministros passaram
a se pronunciar. A ministra Rafaella Lavarini manteve-se incisivamente contrária à
promoção da votação, defendendo que caracterizaria um abuso de poder da Suprema
Corte, sendo contrariada, principalmente, pelo ministro Rafael Gomes, que dizia ser
fundamental a determinação imediata do Projeto de Lei enquanto inconstitucional para, em
suas palavras, “cortar o mal pela raiz”. Com isso, sem que houvesse um consenso prévio
entre os ministros, a votação foi promovida. Assim, com dois ministros tendo deixado a sala
antes da conclusão da votação e duas abstenções, a votação determinou a
inconstitucionalidade do Projeto de Lei 458/24 com uma maioria de 6 para 4. A votação
conturbada e pobre na organização determinou um tom instável para o início da quinta
sessão.

Share
Published by

Recent Posts

  • Notícia

Louvre é alvo de novo roubo e revive passado de furtos icônicos.

O novo roubo no Louvre choca o mundo e reabre o debate sobre segurança em…

4 meses ago
  • Artigo de opinião

Quem mais senão os jovens?

Quem mais senão os jovens? Artigo de opinião por Bárbara Alves Publicado por Mariana Freire…

4 meses ago
  • Único Educacional

As mudanças climáticas que assombram Belém.

As mudanças climáticas que assombram Belém. Noticia feita por Melissa Lustosa Publicado por Valentina Resende…

4 meses ago
  • Resenha

Um sopro de vida

Um sopro de vida Resenha por Maria Eduarda Azevedo Publicado por Júlia Aucélio Livro Um…

4 meses ago
  • resenha

A intencionalidade de “A Sociedade dos Poetas Mortos

 A intencionalidade de “A Sociedade dos Poetas mortos resenha por isadora macario publicado por alicia…

4 meses ago
  • Notícia

Demanda por enfermeiros cresce no Brasil e amplia oportunidades na educação e na carreira

Demanda por enfermeiros cresce no Brasil e amplia oportunidades na educação e na carreira Notícia…

4 meses ago

Utilizamos cookies

Entenda como utilizamos