Ar mais limpo na China; canais cristalinos em Veneza; e desmatamento e garimpos no Brasil. Indo contra a tendência mundial de menos agressão ao meio ambiente, a área desmatada durante o período da pandemia aumentou. Segundo dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), houve, de janeiro a abril de 2020, um aumento de 55% em relação ao mesmo período de 2019, ano em que a destruição da Amazônia ganhou repercussão internacional. Além disso, houve um grande aumento no garimpo ilegal, que polui as águas com metais pesados. Especialistas dizem que isso é resultado direto da menor fiscalização devido ao Covid. Além dos conflitos regulares de indígenas contra madeireiros e garimpeiros que invadem as reservas, a pandemia traz mais um agravante: os invasores podem agir como vetores da doença para as populações nativas, inclusive para comunidades isoladas. Com um sistema imune menos adaptado para lidar com doenças respiratórias (vide o genocídio causado pela varíola), os indígenas são uma população particularmente vulnerável ao coronavírus, que já causou 77 mortes entre esses povos. Para tentar conter o desmatamento na Amazônia Legal, foi lançada uma operação militar no dia 11 de maio. Chamada de Operação Verde Brasil 2, ela terá um orçamento inicial de R$60 milhões.
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