O novo coronavírus, causador da COVID-19, chegou ao Brasil alguns dias depois do episódio com o general Augusto Heleno. No dia 26 de fevereiro, foi confirmado o primeiro caso, de um idoso que havia acabado de voltar na Itália.
Paralelamente ao acirramento das tensões nas redes sociais devido à convocação da manifestação pró-governo, o presidente Bolsonaro foi, junto de uma comitiva, encontrar-se com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Esse encontro aconteceu no sábado, dia 7 de março, o mesmo dia em que o estado de Nova York declarava estado de emergência por causa do aumento do número de contaminados e em que o estado da Flórida (onde ocorreu o encontro) registrada as duas primeiras mortes por coronavírus. A comitiva de Bolsonaro permaneceu na Flórida por quatro dias antes de voltar ao Brasil.
Na quarta feira, dia 11, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que o coronavírus havia se tornado uma pandemia. O Brasil já havia confirmado 52 casos, e os governos estaduais já soltavam medidas de contenção. Por exemplo, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, publicou, no mesmo dia, um decreto que suspendia todas as aulas (de escolas públicas e privadas) e todos os eventos que exijam licença do Poder Público e com mais de 100 pessoas (manifestações inclusas). Bolsonaro, que já havia dito que o coronavírus é uma ‘pequena crise’’ e não “isso tudo” que a mídia propaga, mais uma vez minimiza o risco, dizendo que “outras gripes mataram mais”.
Na quinta feira, dia 12, o governo informou que o secretário de Comunicação Social da Presidência, Fábio Wanjgarten, que integrou a comitiva que foi aos EUA, havia contraído o coronavírus durante a viagem. Todos que viajaram junto foram testados, incluindo Bolsonaro. Antes da confirmação do contágio de Wanjgarten, todos da comitiva circularam normalmente, incluindo o Senador Nelsinho Trad, que, no dia anterior, circulou o dia inteiro pelo Congresso. Bolsonaro, em sua “live” semanal, pediu pelo adiamento das manifestações do dia 15, para que não houvesse uma “explosão de pessoas infectadas”, como disse o Ministro da Saúde Luís Henrique Mandetta, também presente na “live”. Mesmo com esse pedido, os bolsonaristas criaram uma “hashtag” “desculpe, Jair, mas eu vou”.
Na sexta-feira, dia 13, o resultado do teste do presidente deu negativo, mas ele decidiu se isolar para aguardar o resultado de um segundo teste. 4 integrantes da comitiva já haviam testado positivo para a covid-19.
Porém, na manhã de domingo, dia 15, o presidente já havia mudado de postura novamente. Como já havia feito antes do diagnóstico de Wanjgarten, Bolsonaro retomou uma postura de descaso quanto à ameaça que o vírus representa. Desde cedo, ele passou a apoiar as manifestações nas redes sociais. E não só isso: em Brasília, ele chegou a sair da quarentena para participar do ato, indo sem máscara falar com os manifestantes, apertar suas mãos e até mesmo manusear seus celulares para tirar “selfies”, aproximando-se bastante dos manifestantes.
É importante frisar que, mesmo com o primeiro teste dando negativo, o presidente poderia estar infectado. Vários integrantes de sua comitiva tiveram o primeiro resultado negativo mas o segundo positivo. Até agora, são 18 os infectados que viajaram com Bolsonaro para os EUA.Vale também lembrar que está escrito no Artigo 268 do Código Penal que é crime “infringir determinação do poder público, destinada a impedir a introdução ou propagação de doença contagiosa”. O organizador da manifestação em Pernambuco foi preso por ter ido contra as medidas de contenção do estado.
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