Conflito de Sahel – União Africana
Autor: Diogo Migliani
Revisado por: Amanda Martin
Publicado por: Isabelle Lucas

Após o início das alegações , foram escolhidos Madagascar como presidente e Sudão do Sul como vice-presidente.
A Argélia sugere uma revisão dos órgãos responsáveis pelo julgamento dos refugiados do Sahel. Burkina Faso alerta que a Rússia é responsável por 51% dos ataques em seu território e por 76% no Mali, concluindo que a África é uma região altamente vulnerável. Madagascar, por sua vez, contradiz o posicionamento de diversos países africanos, alegando que a interferência de países europeus difere significativamente de acordos comerciais estabelecidos entre os próprios países africanos. Conclui, ainda, que a ausência desses acordos pode prejudicar e “isolar” o continente.
Em outro discurso, Burkina Faso comenta o caso de Donald Trump, afirmando que este viola a soberania de outros países, relacionando tal prática ao conceito de “redemocratização da África”. O Mali afirma que o Congo sofreu intensamente com interferências ocidentais, sendo palco de um dos maiores genocídios humanitários da história, e questiona como o país poderia apoiar novas intervenções ocidentais, considerando seu histórico. O Níger também questiona o conhecimento histórico dos delegados, concordando com o Mali. A Somália propõe a criação de tratados comerciais de importação e exportação entre diversos países.
Após sucessivas críticas à França, Madagascar posiciona-se contra a interrupção de acordos com os franceses, apesar de reconhecer práticas neocolonialistas. A Costa do Marfim discorda de Madagascar, defendendo que os acordos devem ocorrer prioritariamente entre países africanos. O Chade manifesta concordância com a Costa do Marfim.
Após a leitura de uma notícia alarmante informando que a capital de Burkina Faso foi dominada e destruída por terroristas do Sahel, supostamente financiados pela Rússia, os delegados dispõem de uma hora para solucionar a crise.
Com isso, Serra Leoa afirma que a única solução é o investimento.
Após o término dos 15 minutos destinados à discussão das causas, Burkina Faso apresenta-se para defender que a melhor alternativa é transferir os refugiados da própria capital para o sul da região do Sahel. Angola alerta que a possível invasão de tropas russas constitui uma ameaça relevante, mas sustenta que a situação deve ser resolvida por vias diplomáticas, e não militares.
Após a declaração de Burkina Faso, diversos países passam a discutir formas de auxílio ao país, seja por meio de apoio militar ou diplomático.
O Togo alega que, devido à limitação de sua infraestrutura, pode receber apenas um número reduzido de refugiados. A Guiné afirma que não participará de combates na linha de frente, contribuindo, em vez disso, por meio de sua equipe de engenharia. Burkina Faso relata a presença de crianças atuando como soldados e enfatiza a necessidade de sua retirada imediata. Serra Leoa propõe o envio de apenas 2 mil soldados, a fim de não comprometer sua economia. A Argélia disponibiliza 10 mil soldados para atuação na linha de frente. A Costa do Marfim declara que pode auxiliar nas fronteiras, especialmente no transporte de refugiados.
Angola manifesta oposição à participação da China no auxílio à África, argumentando que o país é o principal aliado da Rússia. Em contrapartida, a Argélia discorda, defendendo que qualquer forma de apoio pode contribuir para Burkina Faso. Em seguida, reforça que, apesar de sua aliança com a Rússia, a China é um dos países que mais investem no continente africano, considerando, portanto, essa parceria como uma alternativa viável.
A Argélia também ressalta a importância de estabelecer acordos com diversos países, destacando a riqueza de recursos naturais da África. A Somália concorda com a Argélia e Burkina Faso, afirmando que a China representa a melhor opção comercial. Marrocos propõe o compartilhamento de recursos naturais e cooperação militar, destacando seu papel como potência militar no continente africano.
Em síntese, o confronto evidenciou divergências significativas entre os delegados, mas também apresentou propostas concretas e potencialmente viáveis para auxiliar a região do Sahel, especialmente Burkina Faso.
