CSNU debate retirada de mísseis em Cuba em meio ao risco de guerra mundial
Autor: João Miguel
Revisado por: Enzo Bello
Publicado por: Isabelle Lucas

A primeira etapa da Comissão de Segurança das Nações Unidas (CSNU) iniciou-se de forma intensa, com os delegados de seus respectivos países defendendo seus pontos de vista, mas sempre buscando resoluções pacíficas. A maioria das nações presentes tinha o mesmo objetivo: evitar ao máximo uma possível Terceira Guerra Mundial.
Os delegados da OTAN (Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, França, Bélgica, Países Baixos, Luxemburgo, Dinamarca, Noruega, Islândia, Portugal, Itália, Grécia e Turquia) afirmaram que os mísseis colocados secretamente em Cuba representam uma afronta à paz mundial. Além disso, defenderam que os mísseis instalados na Turquia tinham apenas caráter defensivo.
Já a oposição (formada por União Soviética, Cuba, Alemanha Oriental, Polônia, Tchecoslováquia, Hungria, Romênia, Bulgária e Albânia) afirmou que a exigência da retirada dos mísseis fere a soberania cubana. Também argumentou que o processo não foi totalmente sigiloso, visto que contou com o consentimento de Cuba, o que, segundo esses países, já seria suficiente para justificar a instalação dos armamentos. Os delegados ainda reforçaram que a Carta das Nações Unidas defende a preservação da soberania do Estado Cubano.
Por fim, delegados da América do Sul, liderados pelo Brasil, pediram a retirada dos mísseis, argumentando que seu alcance não se limita apenas ao território dos Estados Unidos. Para esses países, a presença desse armamento em Cuba representa uma ameaça à segurança de o continente americano, tornando necessária uma solução diplomática urgente.
