SOCHUM discute sobre o estado oculto.
Autora: Ludmila Avelar
Revisado por: Rafaela Lessa
Publicado por: Laura Montenegro

A sessão da SOCHUM que debate a criação de um Estado curdo foi iniciada com as declarações das delegações acerca das posições de seus respectivos países. A delegação dos Estados Unidos da América destacou a importância da criação de um Estado curdo para a preservação cultural, sendo, juntamente com a Alemanha, uma das únicas totalmente favoráveis à proposta.
Em contrapartida, as delegações do Brasil, da Síria, da Espanha, da África do Sul, da Turquia e do Irã posicionaram-se contra a criação do Estado, com base no princípio da soberania territorial assegurada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2005. A delegação do Irã complementou sua posição ao demonstrar como a questão curda impacta seu país, devido ao grande número de curdos autodeclarados em seu território e à necessidade de preservação da integridade nacional; apesar de se opor à criação do Estado, ressaltou a importância do desenvolvimento de leis de proteção cultural e política para esse povo. Ademais, outras delegações mantiveram-se imparciais, defendendo a busca por uma solução multilateral que promova a paz e a preservação da etnia curda.
Com o início da lista de oradores, a delegação da Austrália manifestou indignação em relação à Turquia, que afirmou apoiar a preservação da cultura curda, apesar de adotar medidas restritivas à entrada de curdos em seu território. As discussões intensificaram-se ao abordar o tema das operações militares e seus impactos, primeiro tópico da agenda, e, com a intervenção dos Estados Unidos e do Irã, estabeleceu-se um consenso quanto à preocupação com o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).
Durante os debates, Iraque e Irã argumentaram que a questão deveria ser resolvida exclusivamente pelos países do Oriente Médio, uma vez que os curdos fazem parte da realidade cultural de diversas nações da região, além de criticarem a eficácia da ONU na manutenção da paz mundial. Em resposta, Brasil e Chile destacaram a importância da participação de países externos ao bloco, defendendo que uma visão mais ampla é necessária e que os conflitos também geram impactos globais.
Ao final da sessão, o bloco do Oriente Médio reuniu-se separadamente para deliberações internas, e não houve consenso entre as delegações.
