A anexação forçada e o conflito do Tibete no CSNU

A anexação forçada e o conflito do Tibete no CSNU

Matéria por: Maria Luiza S. De Vasconcelos


Revisado por: Beatriz Moura Coelho Sathler 

Publicado por: Maria Carolina Viana Noleto

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A primeira sessão do Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU) foi marcada por debates amigáveis sobre a independência do Tibete antes do ano de 1950, quando foi, de acordo com a república popular da China, “libertado”. Os deputados representantes dos países da Europa Ocidental mostraram-se a favor de uma solução pacífica, enquanto a Rússia, um dos países permanentes do Conselho, mostrou-se apoiadora da República Chinesa.

Durante a realização do comitê, a ausência dos Estados Unidos, por mais que frustrante para alguns deputados, possibilitou que os demais países se manifestassem mais claramente, sem focar na grande potência mundial. Foi perceptível o conflito de interesses entre França, que ressaltou a exploração do estado tibetano, e a China, apoiada pela Nigéria, as quais ressaltaram novamente os avanços e investimentos no território recém-independente.

No decorrer do encontro, uma suspensão de reunião impediu o aprofundamento do debate, pois apenas Bangladesh e China, em uma discussão acalorada, discutiram a questão dos direitos humanos e sua violação dentro do território tibetano, sem sucesso na tentativa de manter o diálogo. 

No encerramento, representantes da China, França, Rússia e Bangladesh, principalmente este último, destacaram-se, apesar de defenderem pontos de vista contrários, ao apresentarem argumentos bem-estruturados. Vale destacar, também, o questionamento levantado pela representante da Nigéria quanto à liberdade religiosa no Tibete.

O encontro do CSNU salientou a importância do tema, evidenciando a necessidade de debaterem-se os direitos dos Estados e a soberania popular, além da violação dos direitos humanos de forma implícita em um território estratégico do ponto de vista econômico mundial. 

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