BRICS busca mais influência em meio às tensões internacionais

BRICS busca mais influência em meio às tensões internacionais

Cúpula realizada na Índia reúne países do bloco para discutir guerras, comércio e mudanças na ordem mundial

Notícia por Maria Clara Moura Peres


Revisado por Isadora Alcântara

Publicado por Emanuelle Ponte

A 18ª Cúpula do BRICS, realizada em Nova Déli, na Índia, nos dias 12 e 13 de setembro de 2026, aconteceu em um momento de fortes tensões na política internacional. Entre os principais assuntos discutidos pelos países estavam os conflitos no Oriente Médio e na Ucrânia, as disputas comerciais e a necessidade de mudanças nas instituições internacionais.

O grupo, atualmente formado por 11 países, incluindo Brasil, China, Rússia, Índia, Irã e África do Sul, defendeu o diálogo e a diplomacia como formas de solucionar conflitos. Na declaração final, os integrantes demonstraram preocupação com a violência no Oriente Médio e defenderam maior cooperação internacional. Também criticaram medidas comerciais e sanções unilaterais que, segundo o bloco, podem prejudicar o comércio entre os países.

Outro ponto importante foi a defesa de uma reforma no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). Os países do BRICS argumentam que a estrutura atual não representa adequadamente o peso político e econômico de países da Ásia, África e América Latina. O objetivo é aumentar a participação dos países em desenvolvimento nas decisões internacionais.

O encontro também mostrou que o BRICS não é completamente unido em relação aos conflitos internacionais. A presença de países com interesses diferentes, como Irã, Índia e Emirados Árabes Unidos, dificultou a criação de uma posição mais firme sobre a guerra no Oriente Médio. Mesmo assim, os países conseguiram manter o diálogo e aprovar uma declaração conjunta.

Para o Brasil, o BRICS representa uma importante ferramenta de política externa. O país busca fortalecer relações com outras economias emergentes e aumentar sua participação nas decisões globais. Apesar de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não ter participado presencialmente da cúpula deste ano, o Brasil foi representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.

A reunião demonstra uma transformação importante nas relações internacionais: países do chamado Sul Global procuram ter maior influência em um cenário marcado por disputas entre grandes potências. Assim, o fortalecimento do BRICS pode contribuir para uma ordem mundial mais multipolar, na qual diferentes países e grupos tenham maior participação nas decisões que afetam o mundo.

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