Publicado por Laís Guimarães
Imagem ilustra o cantor Ozzy Osbourne em um show
O mundo do rock amanheceu em silêncio no dia 22 de julho de 2025. Ozzy Osbourne, lenda e voz inesquecível do heavy metal, morreu aos 76 anos, em sua casa, cercado por Sharon, sua esposa, e por seus filhos. Sua partida encerra um capítulo que começou há mais de cinco décadas e mudou para sempre a história da música.
Nascido em Birmingham, Inglaterra, Ozzy saiu da pobreza para criar, junto com Tony Iommi, Geezer Butler e Bill Ward (integrantes originais do Black Sabbath), uma nova linguagem musical. Com a banda, gravou álbuns que se tornaram matéria fundamental do metal— Black Sabbath (1970), Paranoid (1970) e Master of Reality (1971), inventando um novo gênero e marcando para sempre a criatividade e liberdademusical do século XX. Expulso da banda em 1979, ressurgiu mais forte do que nunca com sua carreira solo, lançando obras como Blizzard of Ozz (1980), Diary of a Madman (1981) e No More Tears (1991), sempre combinando riffs pesados com letras sombrias e refrões marcantes.
O artista ficou marcado por toda a história como alguém que viveu a rebeldia e a loucura do rock’n’roll do topo da cabeça até a ponta dos pés. Existem inúmeras histórias as quais fizeram muitos questionarem como Ozzy conseguiu viver por tanto tempo. E, hoje, todos agradecem por isso ter acontecido, pois o mundo musical foi renomeado por ele incontáveis vezes desde o começo de sua carreira. Em poucas palavras, ele revolucionou o mercado, a história e o desenvolvimento da história da música ao trazer um conteúdo completamente inovador e contraditório à época. Ademais, manteve-se sempre humilde, fazendo vários shows e festivais beneficentes, além de nunca ter alterado o conteúdo de sua carreira em razão do mercado consumidor ou qualquer outra força coercitiva, mostrando sua resiliência e fidelidade à autenticidade presente em sua personalidade e na pavimentação do caminho que trilhou em sua vida.
Nos últimos anos, a luta contra o Parkinson e problemas físicos o manteve longe dos palcos, mas nunca distante da música. Em seus últimos dias, recluso, dedicou-se a ouvir fitas antigas, escrever memórias e trocar mensagens com amigos e fãs, chegando a gravar um álbum em 2022 intitulado Patient Number 9, sendo a prova de sua capacidade de, mesmo debilitado, construir mais um conjunto de músicasque entrarão no acervo imortal da música pesada.
Por fim, no dia 5 de julho de 2025, realizou seu último show no maior evento musical da década – o festival Back to the Beginning, que contou com inúmeros nomes icônicos do rock internacional, como GunsN’ Roses, Slayer e outros. Ozzy marcou presença com músicas de sua carreira solo e encerrou o grandeevento com faixas clássicas de sua época no Black Sabbath, ao lado dos nomes originais da banda. Assim, marcando o fim de um ciclo extremamente importante e incomparável nesse mundo.
Ozzy não foi apenas um cantor, foi um símbolo de rebeldia, resiliência e autenticidade. Seus discos moldaram gerações e sua voz ecoará para sempre — porque lendas como o “Príncipe das Trevas” não morrem, apenas se tornam eternas.
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