Notícia por Valentina Eloi
Revisado por Amanda Fregolante
Publicado por Giovanna Martini
No dia 25 de Março de 2026, a Assembleia Geral das Nações Unidas convocou uma conferência com seus países aliados para uma resolução histórica sobre os impactos do tráfico transatlântico de escravizados na sociedade. Após uma recorrente pressão dos povos que sofreram com esse episódio, o feito foi reconhecido pelos Estados-membros como “O crime mais grave contra a humanidade” Havendo assim, uma votação sobre a validação dos impactos que continuam até os dias de hoje e sobre medidas que poderiam ser feitas para compensar a gravidade histórica do regime escravista.
Embora o voto não tenha caráter obrigatório vinculante, possui expressivo peso político e simbólico no cenário internacional. Ao fim da conferência, o resultado foi 152 a favor, 3 contra (Estados Unidos, Israel e Argentina) e 38 abstenções, sendo a maioria de países europeus. Os países que se posicionaram contra a resolução não defenderam a escravidão em si, mas levantaram mas levantaram questionamentos jurídicos, como a definição de responsabilidades, políticos relacionados à segurança jurídica internacional e econômicos, especialmente quanto à possibilidade de indenizações e seus desdobramentos.
Nesse sentido, a persistência de práticas análogas à escravidão evidencia que os efeitos desse sistema não se restringem ao passado. A abolição formal da escravidão na Mauritânia, por exemplo, ocorreu apenas em 1981, sendo sua criminalização efetiva estabelecida somente em 2007. Tal fato expõe a continuidade de relações de opressão baseadas na raça, revelando a presença de um racismo estrutural que se manifesta por meio da negligência social e da desigualdade econômica ainda no século XXI.
Dessa forma, a atuação da Organização das Nações Unidas (ONU) assume extrema relevância sociocultural ao trazer à tona debates historicamente silenciados e ao incentivar a formulação de políticas públicas voltadas à reparação. Ao reconhecer os impactos duradouros da escravidão, a organização contribui para que governos e instituições implementem medidas de combate à segregação, valorização das comunidades afrodescendentes e ampliação do acesso a direitos fundamentais, como educação, trabalho e participação social.
Com a assembleia convocada, o compromisso de enfrentar os legados historicos da escravidão e promover igualdade racial em escala global esta na mão de todas as nações, sejam elas a favor ou contra a resolução, pois que não se trata de uma escolha única , e sim um problema enraizado na sociedade que lembra constantemente que o combate à discriminação e à desigualdade é uma luta contínua, e que reconhecer os erros do passado é um passo fundamental para construir sociedades mais justas e inclusivas.
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