Resenha

O olho que tudo vê

O olho que tudo vê

Resenha Crítica por Natália Bizzo Barbosa de Amorim em 25/10/2021

Fonte: (Companhia de Letras / Reprodução)

 O livro “1984”, escrito pelo genial George Orwell, pseudônimo de Eric Arthur Blair, foi lançado em 1949, no auge de uma conturbada era, quando Stalin e o Comunismo faziam história. Romancista, jornalista e crítico britânico, Orwell ficou famoso por obras renomadas pela crítica, tais como: “A revolução dos bichos”, “Dias na Birmânia” e “A flor da Inglaterra”. Em meio a toda a confusão que transtornava o mundo europeu, Orwell, em “1984”, critica e propõe uma poderosa reflexão sobre a essência cruel, mesmo que sutil, que está por trás de todo e qualquer governo totalitário. 

               “Guerra é paz, liberdade é escravidão e ignorância é força” era o contexto do futuro distópico em que nosso protagonista, Winston Smith, estava inserido. Vivendo no fictício super-estado da Oceania, Winston era funcionário do contraditório Ministério da Verdade, cuja função era alterar e reescrever dados do passado de acordo com os interesses do Partido, encabeçado pelo Grande Irmão, cuja vigilância ninguém escapava, literalmente. “O olho que tudo vê”, graças às teletelas, era a ferramenta de alienação e monitoramento do povo pelo Estado para bloquear qualquer infração que fosse contra a ideologia instituída. Diante desse mundo blindado e repressivo, Winston, no seu íntimo, ao contrário de todos que conhecia, se sentia mais um reduzido a uma peça para servir o regime. E foi na ordinária rotina de Winston, que tudo mudou quando conheceu Júlia, que faz par com ele nesse romance. Juntos, tramam se unir com o grupo opositor, a chamada Confraria. A trajetória de Winston evolui drasticamente no decorrer do livro e, mesmo convivendo com constantes torturas políticas e ameaças psicológicas, ele se motiva a acreditar que uma rebelião ainda é possível.

               “Quem controla o passado, controla o futuro. Quem controla o presente, controla o passado”. São nessas frases icônicas da obra que se vê a sagacidade de Orwell e que há muito o que refletir sobre essa criação que, mesmo abordando um assunto profundo, ele trata de forma inteligente, fluida e original, além de ser, realmente, imprevisível. A obra ficou tão popular que inspirou filmes, propagandas e, até mesmo, um reality show, o famoso Big Brother. A ficção política apresenta 326 fascinantes páginas, tempo não linear e, de certa forma, uma leitura complexa, pois para transcorrer uma leitura plena é necessário ter conhecimento do contexto histórico que envolve a trama. Um livro revolucionário, atemporal e indispensável para bagagem cultural, o livro faz jus a todo o seu reconhecimento!

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Natalia Bizzo Barbosa de Amorim

E aí gente, meu nome é Natália Bizzo! Estou super feliz por estar fazendo parte dessa equipe incrível. De coração, vou dar o meu melhor. Meu propósito, seja aqui na Folha, seja na vida, é, sem dúvida, aspirar por novas experiências e destinar meus talentos em prol de bons planos e motivações. Acho que a vida é uma jornada pra se encontrar e, quem sabe, eu não encontro um pouquinho de mim aqui?!

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