O movimento estudantil durante a ditadura militar

O movimento estudantil durante a ditadura militar

Texto expositivo argumentativo por Marina Contaifer


Revisado por Isadora Farias

Publicado por Luísa Becattini

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Em 1968, o Brasil vivia o ápice da ditadura militar, período que teve início com o golpe militar de 64 e só teve fim 21 anos depois, em 1985. Durante esse período, o movimento estudantil ganhou força e foi um dos principais agentes de resistência contra o período ditatorial.

Para entender os movimentos estudantis, é relevante, de antemão, conhecer a UNE: União Nacional dos Estudantes. Foi fundada em 1937, no Rio de Janeiro, com o objetivo de representar os estudantes universitários brasileiros. Em 1964, logo no início do regime militar, a sede da UNE foi atacada e incendiada. Após o ataque, a Lei Suplicy de Lacerda, que restringiu a atuação política das entidades estudantis, retirou a representatividade oficial da fundação, levando o coletivo a atuar de modo clandestino. 

Em 1968, as ruas do Rio de Janeiro foram tomadas por estudantes e demais opositores na conhecida Passeata dos Cem Mil, que marcou o momento de maior oposição pública ao regime até então. O ato foi organizado poucos dias depois da Sexta-Feira Sangrenta, quando uma manifestação estudantil foi duramente reprimida, causando centenas de feridos, mortos e presos.

A grande mobilização social de oposição ao regime tornou-o ainda mais rígido. Como confronto, foi promulgado o Ato Institucional nº 5, que aumentou os poderes do governo e intensificou drasticamente a censura e a repressão no país.

Entre os grandes nomes de revoltosos, destaca-se o de Honestino Guimarães, que, em maio deste ano, ganhou um filme híbrido de documentário e recriação ficcional nos cinemas do país. Honestino era estudante de Geologia na Universidade de Brasília, onde se tornou um dos principais líderes do movimento estudantil. Guimarães foi presidente da UNE e preso seis vezes durante o regime militar. Desde sua última prisão, em 1973, seu corpo nunca foi encontrado.

Em suma, o movimento estudantil potencializou o poder da juventude brasileira na luta pelos seus direitos e demonstrou a importância da participação dos jovens na política e na construção da democracia.

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