Atualidades Por Luísa Mendes em 26 de abril de 2020
Primeiramente, definir casas-gaiola é meramente desesperador: um espaço do tamanho de uma garagem, em que o morador guarda tudo que acumulou na vida. Cama, livros, objetos… já é de se esperar que essa equação não feche. A problemática por trás dessas moradias está na questão demográfica e no altíssimo custo imobiliário de Hong Kong devido ao relevo montanhoso. O governo,que tem a posse das terras, cobra caro e com impostos para empresas de construção civil, gerando grande inflação e destruindo o sonho de muitos asiáticos de ter a casa própria.
Um dos mais temidos sentimentos, a solidão, age bem mais rigorosa nesses habitantes, acostumados, normalmente, a sair todos os dias e interagir. Essa nova realidade da quarentena abalou muito a saúde mental, levando-os até à depressão. De acordo com uma entrevista com a rede CNN, Lum Chai, 45, diz: ”Não tem a mesma atmosfera nas ruas como antes; as pessoas costumavam ver as crianças brincando, e os mais velhos jogando badminton. Me sinto muito sozinho.” Sugere-se que a atenção do país esteja voltada à saúde pública, visando o bem-estar populacional, já que muitos podem desencadear ansiedade e crises de pânico. Normalmente, a OMS adota uma postura tranquilizadora, informando ser uma etapa passageira, mas não significa um resultado efetivo para a maioria dos povos, principalmente para quem vive em apenas 70 metros quadrados.
O vírus apenas declarou a desigualdade do país, já que as pessoas pobres são forçadas a recuar para dentro de suas gaiolas. Muitos já foram despejados devido ao preço do aluguel, além de serem demitidos de seus trabalhos. De acordo com Augusto Krenak, no livro “O amanhã não está à venda”, ele critica que a ideia de que só existe quem produz, uma visão desumana, essencialmente no período de quarentena. A economia se torna mais importante que a saúde em um mundo em que cada um é definido pelo que faz e não pelo que é. Perpetuar uma ideia de união se faz vultoso hoje em dia.
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