As lives na quarentena

As livres na quarentena

Atualidade Por Mariana Amorim em 09/06/2020

Durante o período de isolamento social, os artistas musicais acabam perdendo dinheiro, pois não podem fazer shows presenciais, os quais juntavam milhares de pessoas e rendiam milhões de reais. Mesmo com esse problema, os cantores não esquecem que têm que ajudar os que mais estão necessitados de dinheiro e comida no momento; para isso, promovem suas “lives” no YouTube, nas quais cantam, se divertem e arrecadam dinheiro e alimentos para determinadas entidades.

As “lives” estão fazendo um grande sucesso e alegrando um pouco a população nesse momento de desespero e preocupação. Eu, particularmente, estou gostando muito da maioria, estou me divertindo dançando sozinha na sala de pijama e com o copo na mão (de refrigerante, afinal, nada de álcool). Também percebi que mesmo quem não assiste às “lives” pode rir com os inúmeros memes feitos e com as gravações de momentos engraçados.

O problema que preocupa algumas pessoas é o fato de haver funcionários contratados para ajudar os artistas maiores, que necessitam de assistência para melhorar áudio, imagem e conexão, proporcionando shows de melhor qualidade aos fãs; muitos dos contratados precisam desse dinheiro pago pelos cantores para que possam colocar comida em suas mesas e sustentar suas famílias, mesmo com todo o risco. Apesar dessa preocupação, aparentemente todos as medidas preventivas são tomadas, com os empregados usando máscaras e luvas para que possam trabalhar com segurança.

Eu sou totalmente a favor dos shows ao vivo, por serem gratuitos e as pessoas poderem decidir se querem doar ou não, tendo a possibilidade de ajudar outras pessoas (caso seja possível); além disso, é um jeito de conseguir seguidores e admiradores que os próprios artistas encontraram para que, no fim da “quarentena”, seus shows recebam muito mais pessoas: além de seus fãs antigos, os novos que os conheceram por causa das lives.

Nesse período complicado, o que podemos fazer é respeitar o isolamento e tentar nos distrair com o que temos em casa, para que possamos proteger nossos semelhantes. Uma boa maneira de fazer isso é curtindo as “lives”, se soltando para dançar na sala ou no quarto com a família ou com quem estiver junto. É mais do que necessário o apoio de nossos conviventes para que esse período passe e nossas vidas voltem ao normal.

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Mariana Amorim

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