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Brasiliando

Reportagem por Ana Strauss em 24 de março de 2023


Publicado por Marianna de Castro

Cine Brasília (Reprodução da imagem por Brasil de Fato)

O Cine Brasília é um espaço da capital que, além de trazer inúmeras novidades do cinema brasileiro e internacional, abriga uma história interessantíssima. O cinema é parte do projeto arquitetônico de Oscar Niemeyer e foi inaugurado no dia 22 de abril de 1960, um dia depois da inauguração de Brasília. Ele é lar do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro que é o mais longevo, político e vibrante festival de cinema do Brasil. Além disso, o cinema recebeu o título de “Patrimônio Mundial da Humanidade” em 1987. 

Nesta semana, esse lugar importantíssimo para a história da cinematografia brasileira traz para Brasília a Mostra Francofonia. Essa, conta com 7 filmes inéditos de países francófonos (onde falam a língua francesa) como Suíça, Bélgica, Canadá, Luxemburgo e França. Alguns deles são coproduzidos com países africanos como Camarões, Costa do Marfim, Gabão e Burkina Faso. O mês de março é uma época em que se celebra a pluralidade da língua francesa e a riqueza das culturas francófonas. Assim, o Cine Brasília cria sua rica programação em homenagem a essa época de celebrar. O evento é totalmente gratuito e acontecerá do dia 23 ao dia 29 de março, com uma exibição diária. 

Programação:

QUINTA 23/03 – 19h30

Projeção do filme: Última Dança (Last Dance) de Delphine Lehericey. 2022. Suíça, Bélgica.84 min. Comédia. Classificação:12. Idioma: Francês (legendado em português). Germain, um homem introspectivo e caseiro, fica viúvo e tenta lidar com a ansiedade invasiva dos filhos. Fiel a uma promessa que fez à esposa anos atrás, ele se compromete a participar de uma apresentação de dança contemporânea.

SEXTA 24/03 – 19h00

Um Rio Misturado (Une Rivière Métissée) de Julien Cadieux. 2020. Canadá.71 min. Documentário. Classificação: Livre. Idioma: Francês (legendado em português) Paryse Suddith tem ascendência Cherokee, afro-americana e acadiana. Depois de dedicar seu tempo à prática do direito indígena no cenário nacional e internacional, ela voltou para a província do Novo Brunswick para cuidar de sua saúde. Ela embarcou em uma jornada de cura com uma abordagem integral, que a levou a se reconectar com suas raízes. De sua perspectiva única, testemunhamos os esforços e desafios de restabelecer a conexão entre comunidades culturais e com sua própria família.

SÁBADO 25/03 – 19h00

Inexorável (Inexorable) de Fabrice du Welz. 2021. Bélgica, França.98 min. Suspense. Classificação: 12. Idioma: Francês (legendado em português). A vida de uma rica editora e de seu marido romancista muda com a chegada de uma jovem misteriosa em sua mansão de campo.

DOMINGO 26/03 – 19h00

Run (Run) de Philippe Lacôte. 2014.Camarões, Costa do Marfim, França.96 min. Drama. Classificação: 14. Idioma: Francês, Dioula (legendado em português). Run está em fuga, pois acabou de matar o Primeiro Ministro do seu país. Para fazer isso, ele teve que agir como se fosse um louco, vagando pela cidade. Sua vida, então, volta por flashes: sua infância, suas aventuras com Gladys e seu passado como um jovem membro da milícia, no coração do conflito militar na Costa do Marfim.

SEGUNDA 27/03 – 19h00

Uma História de Amor (Zgodovina Ljubezni) de Sonja Prosenc. 2018. Slovênia.105 min. Drama. Classificação: Livre. Idioma: Esloveno e inglês (legendado em português). É uma história onde a família aparece como uma entidade plena de mistérios e incertezas. Um grupo de irmãos, liderado pela protagonista (uma moça adolescente e surda), está de luto pela morte recente da mãe, ao mesmo tempo em que descobre os segredos que ela guardava. Reflexão sobre a identidade e o sentimento de pertencimento, é um filme que aposta tudo na expressão da interioridade das suas personagens.

TERÇA 28/03 – 19h00

O Grande Homem Branco de Lambaréné (Le grand blanc de Lambaréné) de Bassek Ba Kobhio. 1994.Camarões, Gabão, França.94 min. Drama. Classificação: Livre. Idioma: Francês (legendado em português).Albert Schweitzer nasceu em 14 de janeiro de 1875 em Kayserberg, na Alsácia, então território alemão, e morreu em 4 de setembro de 1965 em Lambaréné, no Gabão, ex-colônia francesa, que havia se tornado independente cinco anos antes. Bassek Ba Kobhio sempre foi fascinado por esse personagem que atravessa dois continentes e que inaugura, para o bem ou para o mal, o que hoje se chama “Ação Humanitária”. Schweitzer, visto por um africano, é o conteúdo deste filme.

QUARTA 29/03 – 19h00

O Olho do Furacão (L’oeil du Cyclone) de Sékou Traoré. 2015. Burkina Faso, França97 min. Drama. Classificação: 14. Idioma: Francês(legendado em português). Em um país africano em plena guerra civil, uma jovem advogada é designada para defender um rebelde acusado de crimes de guerra. O jogo de xadrez entre a advogada idealista e o antigo criança-soldado vai confrontar duas faces da África de hoje.

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