Reportagem por Ana Luíza Rosa
Revisado por Beatriz Salther
Publicado por João Paulo Carvalho
Nos últimos anos, a frequência de queimadas no Brasil tem aumentado de forma preocupante, e a causa é majoritariamente por ações antrópicas a fim de desmatar áreas geralmente vastas. Tal problema afeta os maiores biomas do país, como a Amazônia e o Pantanal, que abrigam diversas espécies nativas brasileiras, dentre elas, a onça-pintada (Panthera onca). Essa espécie, de ambos os biomas citados, ocupante do topo das cadeias alimentares e principal predadora dessas regiões, é de extrema importância para a fauna do país.
Sempre que há grandes queimadas, as onças perdem parte significativa de seu habitat, fontes de alimento e áreas de reprodução. Essa situação obriga os indivíduos dessa espécie a migrar para áreas não afetadas, amplamente frequentada por humanos, resultando no atropelamentos desses animais.
Ademais, grande parte das onças-pintadas não consegue escapar das queimadas a tempo e acaba sendo diretamente atingida pelas chamas. Mesmo aquelas que conseguem fugir, frequentemente sofrem queimaduras nas patas e em outras regiões do corpo, lesões que comprometem sua locomoção e dificultam atividades essenciais à sobrevivência, como a caça e a busca por água. Nessas condições, muitos indivíduos tornam-se incapazes de se alimentar adequadamente ou de se defender de outras ameaças presentes no ambiente. Como consequência, a mortalidade da espécie tende a aumentar significativamente após grandes incêndios, contribuindo para a redução das populações de onça-pintada nos biomas brasileiros.
Desse modo, as onças-pintadas exercem um papel fundamental na manutenção do equilíbrio ecológico dos biomas em que vivem. Por ocuparem o topo da cadeia alimentar e serem consideradas o maior predador da América Latina, esses animais são responsáveis por regular naturalmente as populações de diversas espécies que compõem sua dieta, a qual inclui cerca de 80 presas diferentes. Assim, quando a população de onças é reduzida, seja pela destruição do habitat, seja pelos efeitos diretos das queimadas, desencadeia um desequilíbrio nas cadeias alimentares. Consequentemente, algumas espécies podem se proliferar de forma descontrolada, provocando impactos negativos na biodiversidade e no funcionamento dos ecossistemas.
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