Conflitos Acerca Da Remoção de Mísseis Toma Conta Do Conselho de Segurança Da Nações Unidas

Conflitos Acerca Da Remoção de Mísseis Toma Conta Do Conselho de Segurança Da Nações Unidas

Autora: Marina Contaifer


Revisado por: Nycole Schons

Publicado por: Isabelle Lucas

A segunda sessão do Comitê de Crise dos Mísseis pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU), é iniciada pelo discurso do delegado Rafael Thompson, representante do Brasil. Em sua fala, Thompson afirma que o Brasil é uma vítima da situação enfrentada por Cuba. O representante utiliza o pensamento do filósofo John Locke em sua obra, “Segundo Tratado Sobre O Governo” para justificar que já se vive em um contexto de guerra. Como resolução para a crise, o delegado sugere uma política de não intervenção.

Inicia-se na conferência conflitos de ideias acerca da “quarentena”, bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos a Cuba para impedir a chegada de novos mísseis soviéticos. A Índia se apresenta totalmente contra a manutenção desse bloqueio, assim como a delegação cubana, que manifesta a necessidade da remoção das forças navais estadunidenses ao redor de seu território e acrescenta a sugestão de diminuição da tensão militar sobre a Hungria.

Diante do cenário de oposição à permanência das tropas navais em Cuba por quantidade significativa de delegações, o delegado Davi Natividade se impõe: “a retirada dos mísseis de Cuba é impossível”. Natividade defende sua tese associando a função das tropas como necessárias para assegurar a defesa do país.

Após dez minutos de reunião para a tomada de decisões acerca da retirada ou não dos mísseis e bases militares dos países atingidos, diversas propostas surgem. Destacam-se sugestões como a implantação de “pontos de certificação de paz”, e supervisão das frotas navais pelas delegações neutras, como o México.

O encerramento do debate é marcado por divergências de ideias a respeito da remoção dos mísseis do território cubano. A União Soviética se mantém resistente e reafirma que a retirada não será realizada até que se prove sua real eficácia. A delegação acrescenta: não deve haver interferência militar em bases como a Turquia e a Itália, já que não há necessidade para tal implantação, porém, o mesmo não acontece com Cuba, já que esta medida só teria sido tomada por fins de defesa.

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