Autor: Daniel Zveiter
Revisado por: Luiz Sarres
Publicado por: Laura Montenegro
No início da sessão, as delegações apresentaram suas posições acerca da possível criação
de um Estado curdo. Países como Estados Unidos, Alemanha, Espanha, Austrália e Bélgica
manifestaram-se favoráveis, defendendo a medida como forma de proteger o povo curdo,
historicamente perseguido e vítima de violência no Oriente Médio. Em contrapartida, Índia,
Brasil, Síria, Irã e Iraque posicionaram-se contra, alegando que a criação do novo Estado
violaria a soberania territorial dos países da região, embora reconheçam a necessidade de
maior valorização cultural e de garantia de direitos aos curdos.
No primeiro debate, Austrália, Itália e Reino Unido criticaram duramente países como
Turquia, Iraque e Síria, acusando-os de práticas repressivas e discriminatórias contra os
curdos desde o fim da Primeira Guerra Mundial.
Em seguida, houve um embate entre Estados Unidos e Irã sobre a agenda de combate ao
terrorismo. Apesar das divergências iniciais, ambos demonstraram preocupação com a
proteção dos curdos e convergiram parcialmente ao defender o enfrentamento de grupos
como o PKK, considerado uma organização terrorista.
Posteriormente, a Espanha acusou os Estados Unidos de ações genocidas no Iraque, o que
foi rebatido pela delegação norte-americana, que justificou suas ações como combate a
regimes que violam direitos fundamentais, especialmente os das mulheres. O Irã contrapôs
essa posição, defendendo a não intervenção externa e a autonomia dos Estados na
resolução de seus conflitos internos.
O Irã também propôs uma cooperação regional entre países do Oriente Médio no combate
ao terrorismo, argumentando que intervenções externas seriam igualmente inaceitáveis em
contextos semelhantes na Europa.
Após uma pausa para negociações, o impasse persistiu. Na retomada, Estados Unidos,
Itália e Reino Unido mantiveram-se favoráveis à intervenção da ONU, enquanto países
árabes questionaram a eficácia da organização. O Chile sugeriu a criação de um tratado
multilateral, mas o Irã condicionou qualquer intervenção à participação exclusiva de países
do bloco africano e à exclusão de nações sem proximidade geográfica.
Ao final da sessão, não houve consenso entre as delegações, tampouco avanços na
elaboração de uma proposta de resolução.
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