Reportagem

Conflito de Sahel União Africana

CONFLITO DE SAHEL UNIÃO AFRICANA

Reportagem por Diogo Migliani


Revisado por Luiz Sarres

Publicado por Emanuelle Ponte

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Após a credenciação e identificação dos países africanos, foram definidos os presidentes e vice-presidentes. Os delegados de Madagascar, como presidente, e Burkina Faso, como vice-presidente, iniciaram os trabalhos e deram início às alegações. Serra Leoa abriu o debate questionando Mali sobre a origem dos investimentos para ajudar o Sahel, ressaltando que não possui força militar, mas defendendo o investimento externo como um benefício mútuo. A Argélia destacou a necessidade de ajuda médica nas fronteiras, mantendo uma postura passiva, enquanto Angola criticou a falta de soluções práticas.

A República Democrática do Congo propôs utilizar a própria população como força produtiva e de defesa, concordou com Burkina Faso sobre a falta de recursos e questionou Madagascar sobre a redução de impostos. Togo defendeu decisões sem influência externa, propôs a fiscalização de refugiados devido ao risco de terrorismo e destacou a alta mortalidade desses deslocados.

A Guiné enfatizou a importância dos jovens, defendendo educação e trabalho. Uganda posicionou-se a favor do conflito, enquanto Benin foi contra, alertando para a crise humanitária e defendendo “soluções africanas para problemas africanos”, além de criticar a negligência europeia e destacar as dificuldades enfrentadas pelos jovens.

A Costa do Marfim apoiou a criação de bases militares para treinar civis e rejeitou a influência ocidental, ressaltando o potencial africano. A Somália afirmou ter experiência com o extremismo e criticou a atuação da França. O Sudão do Sul defendeu investimentos como caminho para o futuro, e Togo reforçou a necessidade de proteger o Sahel.

O Chade destacou seu papel na linha de frente, afirmou que a responsabilidade é coletiva e questionou quando os países africanos reagiriam ao problema. O Níger defendeu a união contra ditaduras, propôs investimentos em infraestrutura agrícola, criticou a suspensão de países do Sahel e apontou dificuldades no controle de fronteiras sem ferir a soberania. Mali afirmou que é preciso resolver problemas estruturais, destacou a falta de capacidade militar, mencionou o interesse de China e Índia, questionou a Costa do Marfim e afirmou que as relações internacionais se baseiam em interesses, e não em confiança, concordando com o Níger. Marrocos demonstrou solidariedade, criticou a visão exclusivamente militar e defendeu a união africana e maior inserção econômica.

Madagascar afirmou não estar diretamente envolvido, mas apoiou a União Africana, disse que a África ainda não está preparada para os desafios atuais e defendeu a redução de impostos entre países africanos, respondendo ao Congo. Por fim, Burkina Faso afirmou que o Sahel sofre influência imperialista, rejeitou a ideia de investimentos externos e de tropas nas fronteiras, defendendo a soberania e criticando o neocolonialismo sofrido pela região africana.

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