Soberania e paz mundial em jogo na crise dos mísseis

Soberania e paz mundial em jogo na crise dos mísseis

Matéria por: Marina Contaifer


Revisado por: Giulia Vaz

Publicado por: Maria Carolina Viana Noleto

A segunda sessão do Conselho de Segurança das Nações Unidas na última sexta-feira (24) foi encerrada sem um consenso final acerca das medidas a serem tomadas para que se possa assegurar o objeto coletivo entre as delegações envolvidas: a paz mundial. 

Iniciando hoje, sábado (25/04/2026), na terceira sessão do comitê, diversas delegações reafirmaram a necessidade da retirada dos mísseis dos territórios atingidos. Estados Unidos, Coreia do Sul e Índia, em seus discursos, reforçam a necessidade da não interferência militar na Turquia, Itália e Cuba. Então,o delegado  da França faz um apelo: “enquanto os mísseis estiverem em território cubano, a paz continuará sendo ameaçada”.

Luísa Hessmann, representante da República Árabe Unida, mostra grande apreensão quanto à ameaça à paz. “A soberania não pode ser justificada para o fim do mundo. […] esperamos que a diplomacia fale mais alto”, afirma Luísa. 

Davi Natividade, delegado da União Soviética, ontem se mostrou oposto à retirada dos mísseis, defendendo que os mesmos tinham sido implantados como meio de defesa do território cubano, hoje se opôs. O delegado clama pela retirada imediata dos mísseis de Cuba, Turquia e Itália. Ademais, Natividade propõe a penalização dos Estados Unidos por meio de multas a serem pagas a Cuba, justificando que a República Cubana foi palco de grande desestabilização econômica fruto das operações estadunidenses. Em proposta final, é sugerido o encerramento de todos os programas nucleares, bem como a propagação de suas armas. 

Em reunião, as delegações discutiram a possível indenização paga pelos Estados Unidos, que se apresenta contra, considerando uma penalidade desproporcional e injusta. O Brasil se filia parcialmente à defesa apresentada, afirmando, em tom irônico, que não se pode propor indenização a quaisquer recursos provenientes do território estadunidense para Cuba, assim, os Estados Unidos deveriam ser responsáveis apenas por seus danos financeiros. 

Ao fim desta sessão do comitê, grande maioria das nações presentes concordam com a remoção dos mísseis, surgindo assim, outras pautas. A não propagação de programas nucleares causa desavenças, sendo nomeada por parte dos delegados como ameaça à soberania. 

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