Reportagem por Alexandre Neves
Revisado por Amanda Martin
Publicado por Pedro Henrique Balduíno
A primeira sessão do Comitê da Organização dos Estados Americanos(OEA) foi marcada por debates calorosos acerca do conflito de Essequibo. A discussão fomentou a busca pela construção de um acordo pacífico entre as delegações presentes, respeitando a soberania da Guiana e da Venezuela, a fim de solucionar as questões relativas à posse do território.
A princípio, a reunião foi pautada por diálogos pacíficos, com a concordância geral quanto à necessidade de um acordo entre os países. Nesse sentido, diante da alegação da Venezuela de ausência de representação no Acordo de Paris, o que implica sua invalidade, o delegado guianense intensificou os debates ao afirmar que a delegação venezuelana se comportava “como uma criança quando perde uma aposta”. Em resposta, a delegada venezuelana declarou que houve, sim, representação, embora esta não tenha ocorrido de maneira consistente ou sólida.
Além dessas nações, os Estados Unidos da América foram questionados a respeito de suas relações econômicas com a Guiana, uma vez que possuem empresas exploradoras de petróleo no território guianense; entretanto, demonstraram apoio à causa venezuelana. Dessa forma, foram fortemente criticados por países como a Colômbia, em razão da mudança de posicionamento estadunidense, sendo inclusive caracterizados com um “país vira-casaca”.
Ademais, foi trazida à tona a questão das raízes históricas do território de Essequibo, destacando-se que a posse da região seria decorrente dos povos que anteriormente a ocuparam.
Portanto, a primeira sessão da reunião demonstrou-se animada, culminando na proposta guianense de troca de 80% do território pela soberania de recursos petrolíferos, e não se alcançou um consenso entre as partes.
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