CSNU debate retirada de mísseis e flexibilização do bloqueio naval a Cuba

CSNU debate retirada de mísseis e flexibilização do bloqueio naval a Cuba

Autor: João Miguel Cordeiro Borges


Revisado por: Enzo Bello

Publicado por: Isabelle Lucas

Resumo: A segunda sessão da CSNU foi marcada por debates sobre a retirada dos mísseis de Cuba e o fim do bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos. Enquanto França e Brasil defenderam soluções diplomáticas com supervisão internacional, Reino Unido e União Soviética demonstraram cautela diante das propostas apresentadas.Comitê: CSNU – Crise dos Mísseis

A segunda sessão da Comissão de Segurança das Nações Unidas (CSNU) iniciou-se com um novo apelo dos Estados Unidos da América pela retirada dos mísseis instalados em Cuba. A delegação estadunidense afirmou estar disposta a encerrar o bloqueio naval imposto à ilha. No entanto, o Reino Unido se posicionou contra a suspensão imediata da medida, argumentando que ainda não havia garantias concretas de que os mísseis seriam retirados.

A França, por sua vez, propôs uma solução intermediária: a retirada dos mísseis sob supervisão internacional, acompanhada de um pacto de não agressão, pelo qual os Estados Unidos ficariam proibidos de atacar Cuba. A proposta buscava reduzir as tensões entre os blocos e abrir caminho para uma resolução diplomática do conflito.

O delegado do Brasil, após reforçar o apelo pela retirada dos mísseis, criticou a decisão dos Estados Unidos de manter o bloqueio naval contra Cuba. Já a União Soviética declarou estar disposta a buscar uma resolução pacífica, mas reiterou que não havia motivos suficientes para retirar os armamentos, afirmando que os mísseis tinham finalidade exclusivamente defensiva contra o chamado “Império Capitalista”.

Após as discussões, a reunião foi suspensa para que a retirada ou flexibilização do bloqueio naval fosse debatida entre os delegados. Em seguida, uma proposta de resolução foi apresentada, sugerindo que o bloqueio fosse amenizado em favor do bem-estar da população cubana, além da realização de uma supervisão internacional conduzida por países neutros.

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