Reportagem por Isabella de Oliveira Azevedo
Revisado por Eduarda D’Amorim Santos Guedes
Publicado por Emanuelle Ponte
O debate do Comitê da União Africana foi marcado por discussões acerca da necessidade de paz e estabilidade nos países africanos. O assunto tornou-se ainda mais relevante após a explosão da crise humanitária no chamado “cinturão do Sahel”. Esse conflito, baseado em brigas políticas e econômicas, ocorre na faixa de transição entre o Deserto do Saara e a savana africana do Sahel, e gera preocupação com a segurança pública nessa região.
Na sessão, houve forte discordância entre diferentes opiniões sobre a possível união dos países africanos para o combate à crise do Sahel.
Primeiramente, o comitê angolano alertou sobre a importância e o papel dos jovens no contexto dessa instabilidade política com conflitos armados. “Se seu pai for morto por terroristas, como vocês acham que eles vão reagir? Cheios de ódio, com um desejo de se vingar desses terroristas.” Além disso, foi feito um alerta sobre a necessidade de combater essa tensão.
Em seguida, o Marrocos posicionou-se, dizendo que o continente africano deveria reconhecer suas fragilidades e seus problemas e resolvê-los sozinhos. O comitê completou seu discurso dizendo que a ajuda dos países desenvolvidos é bem-vinda, mas apenas por meio de uma possível ajuda econômica, pois os países do continente europeu já tinham aumentado os problemas previamente.
Em contraposição, o comitê do Níger alertou que todos os países que compõem a África deveriam se juntar para o combate da complexa crise do Sahel.
Já a Serra Leoa e Tongo alegaram não possuir condições financeiras para auxiliar o combate aos conflitos. Ao final dessa fala, o comitê de Berlim rebateu, afirmando que o continente africano é rico em recursos naturais, e portanto, deveria usufruir desses bens.
Resumidamente, o encontro evidenciou a complexidade dos problemas no “cinturão do Sahel”, e revelou os desafios para o combate dessa situação humanitária crítica. Alguns exemplos são a falta de condições financeira, a necessidade da criação de um espaço para refugiados, e a relação delicada dos adolescentes que vivenciam essa guerra.
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