Autor: Daniel Zveiter
Revisado por: Luiz Sarres
Publicado por: Laura Montenegro
Na retomada da segunda sessão, o Reino Unido apresentou uma proposta de referendo no Curdistão, permitindo que os curdos escolhessem entre a independência ou a permanência nos Estados atuais. A iniciativa foi contestada pelo Iraque, que a considerou antidemocrática e contrária à soberania dos países da região. Em resposta, o Reino Unido argumentou que a verdadeira democracia está na vontade popular e questionou a ausência de iniciativas por parte do governo iraquiano.
Irã, Iraque, Turquia, África do Sul e Síria reforçaram a proposta de cooperação regional, defendendo uma solução baseada em ajuda mútua e na integração dos curdos dentro desses Estados. Por outro lado, os Estados Unidos destacaram o exemplo do norte da Síria, onde os curdos estabeleceram uma administração autônoma considerada eficaz, especialmente no combate ao terrorismo.
O debate seguiu marcado por divergências entre países ocidentais e do Oriente Médio, sem consenso sobre temas centrais, como a intervenção da ONU, a criação de uma cidadania curda ou a formação de um Estado independente. Um novo embate surgiu entre Estados Unidos e Iraque: os norte-americanos defenderam a intervenção internacional, alegando que os curdos não se sentem representados, enquanto o Iraque reiterou a defesa de sua soberania.
A Itália propôs a garantia de direitos culturais, linguísticos e religiosos aos curdos, criticando a ausência dessas liberdades em alguns países da região. Estados Unidos e Brasil também criticaram a postura do Irã, apontando incoerências em sua defesa de participação internacional.
Após uma nova rodada de discussões, o Irã sugeriu uma operação conjunta entre os Estados e as populações curdas para ampliar sua integração política. Ainda assim, o impasse persistiu, com o Reino Unido mantendo a defesa do referendo como solução pacífica e levantando questionamentos sobre uma possível reação militar por parte de países árabes diante de seu resultado.
Ao final da sessão, o Chile destacou a importância da participação conjunta na elaboração do documento de trabalho como caminho para a construção de um consenso. No entanto, as divergências entre os países permaneceram evidentes, com debates intensos entre delegações de posições opostas.
Os Estados Unidos incentivaram os demais delegados a contribuírem com o documento proposto pelo Irã, ressaltando que ele contemplava diferentes interesses, inclusive os dos curdos, e sugeriram a inclusão de mecanismos de fiscalização por órgãos internacionais.
A sessão foi encerrada sem a conclusão do documento. O Reino Unido destacou-se como o principal entrave para sua aprovação, ao manter sua defesa do referendo como solução mais eficaz, enquanto Iraque, Irã e Estados Unidos continuaram tentando obter seu apoio.
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