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Discussões acaloradas e emendas confusas preocupam o cômite

Discussões acaloradas e emendas confusas preocupam o cômite

Notícia por Mariana Mota Lopes e Joyce Simaroni


Publicado por Isabella Dias

Simulação 360-etapa Legislativo-comitê:CSPCCO

A terceira sessão do Comitê CSPCCO foi iniciada com debates intensos, centrados na votação do Projeto de Lei (PL) discutido na sessão anterior.O primeiro pronunciamento partiu da bancada do MDB, direcionado à deputada Alenka Pincovsky, que havia votado favoravelmente à proposta. Na sequência, o deputado Caio César, do PT, declarou estar mais confiante em relação ao PL, indicando que não encontrava obstáculos para aprová-lo.

O deputado Fernando Gomes, também do PT, utilizou uma referência à banda Metallica para criticar o projeto, argumentando que a justiça deve julgar ações, e não profissões. Com isso, posicionou-se contra a proposta. A deputada Alenka rebateu a declaração, questionando a coerência do parlamentar e afirmando que “quem não deve, não teme”. Ela ainda apontou a contradição de deputados que apoiaram o aumento da pena anteriormente, acusando-os de hipocrisia.

O deputado Aron Baffi, do partido UN BRASIL, afirmou que o projeto não alteraria a imparcialidade da justiça.Ele retomou a fala de Fernando Gomes para destacar que a comparação não envolvia apenas representantes estudantis, mas parlamentares com cargos de elite. Para ele, a discussão deveria focar nos resultados e na eficácia da medida proposta. 

Durante seu pronunciamento, o deputado Lucas de Mello, do PSOL, defendeu que todos devem ser julgados igualmente, independentemente do cargo ocupado. A bancada do partido manifestou apoio ao aumento do tempo de inelegibilidade. Em resposta, a deputada Alenka acusou Lucas de temer a aprovação do PL por possível envolvimento em atos ilícitos. 

Posteriormente, o deputado Caio César afirmou que o debate havia se tornado constrangedor. Em sua visão, a proposta já deveria ter sido votada.Ele criticou as acusações sem provas e reforçou que a comissão não deveria se pautar por ataques pessoais. Ao final da sessão, o deputado Fernando dirigiu-se de forma ofensiva a Aron Baffi, sugerindo que este “comprasse óleo de peroba e passasse na cara pau” em referência a uma atitude considerada hipócrita.

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