Autor: Diogo Magliani
Revisado por: Amanda Martin
Publicado por: Isabelle Lucas
Após a definição da presidência, sendo a Somália a designada como presidente e, a Burquina Faso como vice-presidente, novamente, Burquina Faso, o debate inicia-se com o discurso de Burquina Faso, que dá continuidade com o à denúncia ao uso de crianças como soldados, encerrando sua fala ao demonstrar indignação. Em seguida, Níger apresenta sua proposta de cercar fazendas onde reside a maior parte da população do território de Sahel. Angola sugere a Turquia como principal parceiro econômico visando sua reserva grande de gás natural. A Guiné demonstra, por meio de dados, sua capacidade de mediação com grupos terroristas.
Após essas declarações, Marrocos vem à frente para abordar um tema de grande relevância: a falta de confiança que a população africana, em geral, deposita em seus governos. Conclui que há necessidade de os governos demonstrarem efetivamente seu compromisso na resolução do problema, por meio da criação de uma zona econômica. A Costa do Marfim propõe a criação de um comitê voltado à questão do terrorismo.
O Níger discorda da proposta de zona econômica apresentada por Marrocos e afirma que, inicialmente, é necessário influenciar positivamente os adolescentes dos países africanos. Além disso, também diverge de Angola quanto à escolha da Turquia como principal parceira econômica da África.
O Mali afirma possuir grande riqueza em cobalto e ouro, concordando com a proposta de Angola. A Argélia, por sua vez, discorda dessa proposta, argumentando que não seria benéfica para seu próprio país, e questiona sobre a implementação de escolas voltadas ao combate ao terrorismo: “Como os professores serão treinados para auxiliar essas crianças?”.
O Togo complementa a fala de Marrocos sobre a falta de confiança entre Estado e população, trazendo dados da BBC News que indicam esse fator como um dos principais responsáveis pela adesão de jovens ao terrorismo. Angola acrescenta: “As crianças que nascem no ódio vivem do ódio”. Uganda apoia a maioria das pautas apresentadas pelos países africanos, exceto no que diz respeito à falta de comércio entre a Ásia e a África.
Burkina Faso afirma que somente com a resolução do problema de confiança nas instituições será possível solucionar a questão principal, sugerindo a criação de ONGs africanas para incentivar a população.
Após o debate inicial, foi realizada uma votação para a realização de uma reunião de alinhamento, com o objetivo de permitir que os delegados chegassem a uma solução concreta.
Aproximadamente 12 minutos depois, a reunião foi encerrada, e Serra Leoa dirige-se à frente para alertar sobre a distorção da religião por grupos terroristas. Em seguida, o Benim complementa, afirmando que a religião também pode ser utilizada de forma positiva, a fim de evitar que jovens ingressem no caminho do terrorismo. Defende, ainda, a construção de centros de detenção para jovens vinculados a grupos terroristas, com o objetivo de reverter tais ideologias.
O Mali acrescenta que a religião, em sua forma original, não apresenta princípios que conduzam ao terrorismo. Angola discorda, argumentando que há jovens que utilizam expressões religiosas de forma banalizada, inclusive em contextos relacionados à violência. A Argélia conclui que, mesmo com a resolução dessas questões, há grande probabilidade de recorrência dos problemas no futuro, sendo necessária uma solução verdadeiramente duradoura para o conflito.
Por fim, o Mali solicita que os delegados que possuam propostas concretas se manifestem, ressaltando que ainda não foram apresentadas soluções efetivas.
Em síntese, a seção 4 foi marcada por debates acerca da falta de confiança nas instituições estatais, do papel da religião e de estratégias para prevenir o recrutamento de jovens pelo terrorismo.
Crise Curda e Impasse Internacional na SOCHUM. Autor: Danniel Zveiter Revisado por: Helena Xavier Publicado…
União Africana no Sahel Autora: Isabella de Oliveira Revisado por: Rafaela Lessa Publicado por: Isabelle…
OEA - Conflito de Essequibo Texto por Clara Cardoso Carneiro Revisado por Rafael Guimarães Wittler…
Guerra do Tibete Texto por Enzo Silveira Bernardes Revisado por Eduarda Guedes Postado por Vida…
CONFLITO NO SAHEL - UNIÃO AFRICANA Autor: Diogo Magliani Revisado por: Amanda Martin Publicado por:…
SOCHUM Pós crise: discussões e consequências. Autora: Ludmila Avelar Resivado por: Helena Xavier Publicado por:…
Utilizamos cookies
Entenda como utilizamos