União Africana no Sahel

União Africana no Sahel

Autora: Isabella de Oliveira


Revisado por: Rafaela Lessa

Publicado por: Isabelle Lucas

O debate do comitê da União Africana foi marcado por intensas discussões acerca das consequências e da busca por soluções para a complexa humanitária no Sahel, com destaque para a necessidade de formação de novas alianças de segurança. Nesse contexto, também foi abordada a recente onda de golpes de Estado no continente africano, que tem afetado países como Gabão, Níger, Mali, Burkina Faso, Guiné, Chade e Sudão.

Durante a sessão, o comitê de Serra Leoa sugeriu a realização de uma votação entre os países para decidir se nações com governos constitucionais devem ter participação direta no combate à crise no chamado “cinturão do Sahel”. Em contrapartida, o comitê de Angola discordou da interpretação do discurso do representante do Níger, alegando que este defendia a retirada das delegações da região. O representante nigerino, por sua vez, refutou essa interpretação, esclarecendo que sua proposta consistia, na verdade, em ampliar a participação dos países do Sahel no enfrentamento da crise que o continente atravessa.

Além disso, os comitês discutiram o artigo 30, assinado em setembro de 2023, que institui a Aliança dos Estados do Sahel (AES), bem como a situação da democracia no continente africano, tema debatido pelos delegados de Serra Leoa e Mali, que utilizaram como exemplo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Após uma breve reunião entre os representantes dos comitês presentes, foi introduzida a pauta dos direitos humanos das mulheres, especialmente no que se refere à legislação que proíbe o casamento de menores. Nesse ponto, houve divergências: enquanto alguns comitês defenderam a revisão dessa legislação , outros argumentaram que o tema não deveria ser tratado por se tratar de uma questão externa à agenda principal.

De modo geral, o encontro evidenciou a complexidade da resolução dos problemas no “cinturão do Sahel”, mantendo como foco a segurança do continente africano, a necessidade de criação de campos de refugiados para enfrentar a crise humanitária e o esforço de alinhar pontos ainda em aberto, além das discussões sobre os direitos humanos das mulheres e a proibição do casamento infantil.

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