Noticia por Lires Beatriz de Assis Sousa Velloso
Revisado por Lucas Bezerra Borges
Publicado por Maria Clara Vargas
Pensar em “sustentabilidade” é um desafio quando ideias contraditórias tomam forma. De um lado, a tecnologia de ponta, como os painéis solares, por exemplo; do outro, a simplicidade de medidas como o plantio de brotos que darão origem a novas árvores. Apesar de suas características tão distintas, esses exemplos não se anulam; pelo contrário, convergem para o mesmo propósito: oferecer diferentes caminhos em prol de um equilíbrio ecológico pleno e duradouro.
Desta maneira, ao longo do tempo, os conceitos que englobam a sustentabilidade evoluíram de tal forma que o pensamento de que, para um meio se tornar sustentável, deve-se eliminar a tecnologia presente nele é completamente antiquado. Em vez de lutar contra a correnteza do movimento tecnológico e seu papel fundamental na globalização, deveriam ser encorajados movimentos a favor dessa logística para proteger a natureza sem quaisquer retrocessos. Ou seja, a resposta está no equilíbrio entre natureza e tecnologia, um que se encontra em decadência e o outro em ascensão. É justamente nessa interseção que nasce a biomimética.
O termo, que une as palavras gregas bios (vida) e mimesis (imitação), define a prática de enxergar a natureza não como um estoque de recursos, mas como a origem de soluções. Em vez de forçar o meio ambiente a se adaptar às máquinas, a biomimética propõe que a engenharia humana aprenda com os designs que a própria natureza aperfeiçoou ao longo de bilhões de anos.
Essa sinergia entre biologia e tecnologia já faz parte do nosso cotidiano. O velcro, por exemplo, criado após 1941 pelo engenheiro suíço George de Mestral, que observou como os ganchos naturais dos carrapichos grudavam no pelo de seu cachorro, e, a partir de suas observações, criou um fecho reutilizável que substitui adesivos poluentes, botões quebradiços e zíperes de metal os quais exigem mineração e processos de fundição que consomem muita energia.
Seguindo essa mesma lógica de eficiência, o design do trem-bala japonês foi redesenhado com base no bico do pássaro guarda-rios; essa adaptação aerodinâmica permitiu que o trem cortasse o ar com menor resistência, eliminando a poluição sonora ao sair de túneis e reduzindo drasticamente o consumo de energia, além de aumentar sua velocidade em 10%.
Já na arquitetura de larga escala, o edifício Eastgate Centre, no Zimbábue, buscou inspiração na engenharia dos cupinzeiros. Ao imitar o sistema natural de túneis que os cupins usam para regular a temperatura de suas colônias, o prédio consegue se manter fresco no deserto sem depender de ar-condicionado convencional, economizando mais de 35% de energia.
Em suma, já chegou o momento de usar a evolução tecnológica e intelectual a favor do que realmente importa. O meio ambiente pede socorro e criatividade para usar seus próprios mecanismos como recurso de proteção por meio da tecnologia.
Surto de Hantavírus em Navio de Cruzeiro: Nova Pandemia? Notícia por Bárbara Cândido Revisado por…
O Som da Ancestralidade: música afro-brasileira como forma de resistência Notícia por Valentina Lopes Abrahão…
Que sentido faz? Poema por Ana Luiza Rosa Revisado por Beatriz Sathler Publicado por João…
A Mente Dispersa: O Impacto das Telas no Nosso Foco Reportagem por Luíza Luz Revisado…
Artigo de opinião por: Valentina Eloi Revisado por: Amanda Martin Publicado por: Giovanna Martini Como…
Desconstrução de um ídolo: O novo filme de Michael Jackson e a influência da mídia…
Utilizamos cookies
Entenda como utilizamos