Notícia por: Gabriel Loureiro
Revisado por: Fernanda Falcão
Publicado por: Maria Clara Vargas
Comitê: Câmara dos Deputados – Segurança Pública Brasileira.
Depois da revelação do relatório da Polícia Federal, os parlamentares da Câmara, no geral, foram pouco incisivos na formulação de relatórios referentes àquele divulgado pela PF, focando muito mais na troca de acusações e insultos. Foi aprovado, no entanto, o PL 38/2026, cuja discussão foi interrompida pela crise.
Seguindo a saída do delegado da Polícia Federal da reunião, uma turbulenta suspensão da sessão foi marcada pela troca de insultos e acusações vindas de ambas os lados do Parlamento, que culminou na censura temporária de delegados de partidos tanto de esquerda quanto de direita.
Em um ataque a Thiago Vital, Clara Câmpara desprezou as possíveis brechas no Projeto levantadas por outros deputados inclinados à direita, ressaltando que seria de melhor proveito a suspensão do texto principal. Pediu, além disso, a investigação de todos os deputados de esquerda, sobretudo Thiago Calado, autor do PL investigado. Ela finalizou seu discurso dizendo que era essencial a anulação do Projeto, frente à revelação.
Thiago Vital, em resposta aos ataques, relembrou que seus colegas parlamentares questionaram as falas dele, que ressaltavam a importância da melhor distribuição de fundos monetários, além de dizer que os deputados de direita focavam mais em redigir acusações aos membros dos partidos de esquerda do que em trabalhar em soluções para as falhas do Projeto. Ele encerrou seu discurso afirmando que era contra a suspensão do texto, frisando a importância deste à segurança pública do país e levantando que deveriam ser sugeridos Projetos complementares ao investigado para que fosse trabalhada a transparência na compra e no uso de câmeras corporais.
Thiago Calado, categorizou como inconcebível a acusação dentro da Câmara com o objetivo de comprometer seus membros, referindo-se às acusações dirigidas a ele próprio. Defendendo o Projeto, disse que este funcionaria em apoio à população brasileira que, segundo ele, sofria cada vez mais pela opressão de oficiais de polícia. Também menosprezou falas que propunham a suspensão do Projeto de Lei, argumentando que ele seria de suma importância para a segurança pública brasileira.
Com o tempo para resolução da crise se esgotando, Raul Masson, líder do Movimento Democrático Brasileiro, voltou a acusar os partidos de esquerda, alegando que seus membros seriam os “verdadeiros bandidos” a serem investigados, em decorrência da suspeita de participação de alguns deles no esquema de superfaturamento.
O presidente, João Lucas Cavalcanti, interrompeu o debate notificando os deputados que os discursos sendo proferidos, majoritariamente por líderes de partidos no momento, pouco auxiliavam a produção de relatórios em relação ao da PF.
Em detrimento da discussão acerca de soluções para a crise causada pelo relatório da Polícia Federal, a sessão ficou extremamente focada, novamente, na troca de acusações entre deputados de bancadas rivais, o que atrasou a votação do PL que estava sendo discutido antes da crise instaurada.
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