Publicado por João Otávio Marquez
A discussão iniciada no Supremo Tribunal Federal na sexta-feira, 23 de agosto, acerca da inconstitucionalidade da proposta da Associação dos Sem Internet do Brasil (ASIB) – que indicava o bloqueio de redes sociais como consequência das ações irregulares no uso de aplicativos de comunicação de massa – se estendeu até o dia de hoje, sábado (24/8).
Nesta manhã, as discussões a respeito do bloqueio das redes sociais tiveram continuidade de forma calorosa e um tanto quanto polêmica. Em discurso, um representante da Associação de Magistrados expressou seu descontentamento com a forma que a sessão avança: “Me chamaram de facista! Eu sou facista por prezar pela paz e boa convivência no ambiente digital?”. Em seguida, citou diversos casos envolvendo tráfico e crimes, a exemplo do de pedofilia, em que o Whatsapp se recusou a fornecer informações pra ajudar a Polícia Federal.
Posteriormente, o representante do Whatsapp João Pedro Nogueira entrou em uma discussão com a ministra Eduarda Luz, alegando que a ministra teria proposto “invadir a casa de pessoas e colocar escutas nelas”. A ministra prontamente se defendeu, afirmando que não havia sugerido isso em momento algum. Ao ser contestado, o representante afirmou que a Ministra estava sendo inconsistente e contraditória.
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