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Palantir demonstra interesse em controlar fronteiras britânicas

Palantir demonstra interesse em controlar fronteiras britânicas

Resenha por: Calien Alves de Lima Monteiro


Revisado por : Rafaela Lessa de Jesus Gonçalves

Publicado por: Bruno de Luca Werneck Valente Silveira

De acordo com a agência de notícias britânica The Telegraph, no dia 2 de maio de 2026,a gigante tecnológica americana Palantir, famosa por integrar serviços de inteligência artificial às forças armadas americanas e israelenses, reuniu-se com membros do Executivo inglês para discutir a implementação da plataforma de análise de dados Gotham no Comando de Segurança Fronteiriça, com o objetivo de enfrentar a imigração ilegal e o tráfico humano.

Fundada em 2003 pelos bilionários Peter Thiel, Stephen Cohen e Alex Karp, a empresa Palantir surgiu como uma empresa de apoio ao Departamento de Defesa dos Estados Unidos, analisando dados coletados pelo governo para auxiliar agências de segurança na identificação de criminosos, de suas conexões e de outras informações relevantes. Para isso, a empresa utiliza análises de fotos e vídeos de segurança, além de cruzamento de documentos governamentais, tatuagens, características fenotípicas e outros dados. Posteriormente, a companhia expandiu sua atuação, passando a atender  também outros setores e governos, oferecendo serviços de análise de dados mais amplos. 

           A empresa envolveu-se em diversas controvérsias devido à postura e às declarações polêmicas de alguns de seus dirigentes. Um exemplo disso foi a fala de Alex Karp ao afirmar: “A Palantir está aqui para inovar e tornar as instituições com as quais trabalhamos as melhores do mundo e, quando necessário, assustar inimigos e eventualmente matá-los”.

           A Palantir já mantém  diversos vínculos  com o governo do Reino Unido, sendo utilizada para auxiliar o sistema público de saúde na organização e no processamento de dados de pacientes, com alta eficiência. Entretanto, a atuação da empresa nesses sistemas tem sido alvo de críticas, especialmente em razão de suas relações com o conflito em Gaza e com a Guerra da Ucrânia.

A reunião do dia 2 de maio de 2026, ocorreu a portas fechadas, mas representantes afirmaram tratar-se de um encontro de escopo limitado, destinado apenas à análise de uma possível colaboração futura, sem negociações formais até o momento. Ainda assim, espera-se  que novas discussões ocorram nas próximas semanas.

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